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Robert Rios pode ser a saída para que PDT cumpra ordem nacional

"Ele é o líder da oposição, mas é o líder do PDT também. Então, ele tem todo direito como qualquer filiado", disse Flávio Júnior.

GERMANA CHAVES

12/10/201712h34 - atualizado12h40

Mesmo estando na oposição, a direção do PDTnão vê empecilho para que o deputado estadual Robert Rios - pré-candidato ao Senado Federal - seja a válvula de escape para que o partido atenda a orientação nacional de apresentar palanque majoritário para o presidenciável Ciro Gomes aqui no Piauí. Essa estratégia seria como tantas outras se hoje a grande maioria da legenda não estivesse na base do Governo Wellington Dias (PT), de quem Robert é adversário.

Mas, para o secretário estadual do Turismo, Flávio Júnior, mesmo estando na oposição, Robert não deixa de ser um líder do PDT e acrescentou que para concretizar a estratégia basta ter disposição e contar com nomes capazes de colocar a meta em prática. Condições que segundo o secretário, o partido comtempla.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Robert RiosRobert Rios

“É estratégia de todos os partidos que almejam crescer se colocar à disposição em uma eventual composição. Ter nomes para compor a chapa tanto para vice ou senador na chapa de Wellington Dias. Mas, o mais certo é que a gente lance candidato ao Senado e aqui nós temos alguns nomes que já se manifestaram como o Robert que é pré-candidato ao Senado. Ele é o líder da oposição, mas é o líder do PDT também. Então, ele tem todo direito como qualquer filiado. O pedido da nacional é que se faça palanque para o presidenciável Ciro Gomes e esse palanque a gente tem, basta a gente querer e a gente quer”, assegurou o secretário.

Paralela a afirmação de que o foco majoritário do PDT é o Senado, nos últimos dias surgiu a informação de o partido poderá reivindicar o espaço de vice na chapa do Governo. Sobre a possibilidade, Flávio Júnior respondeu com um questionamento: “Vice, porque não? Mas, nosso interesse é Senado.”

  • Foto: Lucas Dias/GP1Flávio Nogueira JúniorFlávio Nogueira Júnior

O problema é que a chapa de Wellington Dias tem vagas de menos e candidatos demais e essa situação tem gerado muita dor de cabeça para o governador que já adiantou que essas definições só serão debatidas, pelo menos às claras, no ano que vem.

Atualmente a chapa possui duas vagas disponíveis, a de vice e uma de senador. Isso porque os outros dois espaços: o de governador e o segundo de senador já estão prometidos aos respectivos “donos” que tentarão se reeleger, Wellington Dias e Ciro Nogueira Filho. Portanto, não será fácil para o PDT conquistar um desses cargos no grupo governista e, diante dessas ponderações, poderá ser Robert Rios, adversário ferrenho do Palácio de Karnak, o “salvador” dos pedetistas do Piauí quanto a obrigação de montar palanque majoritário para Ciro Gomes em 2018.