HERBERT SOUSA

Dias Toffoli quer investigar desembargador que agiu dentro da lei

02/04/2020 12h54 - atualizado 13h32

A Corregedoria Nacional de Justiça, através do presidente do Supremo Tribunal Federal e ministro Dias Toffoli, instaurou Pedido de Providência para investigar a conduta do desembargador Alberto Anderson Filho, da 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou a soltura de uma detenta devido a pandemia do coronavírus.

É sempre bom lembrar que Dias Toffoli já foi um "empregadinho do PT" e ganhou o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal pelas mãos do ex-presidiário José Dirceu.

  • Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão ConteúdoDias ToffoliDias Toffoli

Quanto a decisão do desembargador de SP foi exemplar. Ele deu uma lição de moral ao mostrar para magistrados que o coronavírus não é justificativa para soltar delinquentes da prisão, tendo em vista que todos, inclusive os mais abastados financeiramente, estão suscetíveis à infecção pelo vírus, como foi o caso do presidente do Senado, Davi Alcumbre e do príncipe Charles da Inglaterra, que foram acometidos pela doença. Conforme o desembargador, apenas quem não está nesta órbita está livre da doença, tendo em vista que o mundo todo foi contaminado e sofre com as consequências.

"Dos cerca de 7.780.000.000 habitantes do Planeta Terra, apenas três: Andrew Morgan, Oleg Skripocka e Jessica Meier, ocupantes da estação espacial internacional, o primeiro há 256 dias e os outros dois há 189 dias, portanto há mais de seis meses, por ora não estão sujeitos à contaminação pelo famigerado coronavírus", disse na decisão. E finaliza afirmando que, “todos, com exceção dos três na estação orbital, estão em efetivo risco, daí porque a liminar, por esta razão fica indeferida”.

Desembargador Alberto Anderson sua decisão foi correta. O senhor agiu dentro da lei ao indeferir o pedida da presidiária e não fique intimidado com esse pedido de providência do "ex-militante petista" Dias Toffoli.

NOTÍCIA RELACIONADA

Desembargador dá lição de moral e nega soltura a presa devido a covid-19