Teresina - PI

Acusado de assassinar Rayron Holanda é suspeito de outras duas mortes

"Ele já foi apreendido duas outras vezes por homicídio, a última há 10 dias. Isso chocou até os policiais que estavam com ele na viatura", disse o investigador Joatan Gonçalves.

Brunno Suênio
Teresina
25/11/2018 19h23 - atualizado 26/11/2018 18h24

O adolescente de 15 anos, acusado de assassinar o estudante de medicina da UFPI, Rayron Holanda, é suspeito de matar outras duas pessoas por motivos fúteis. A informação é do subcoordenador da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, Joatan Gonçalves, que comandou a apreensão do menor na manhã deste domingo (25).

De acordo com Joatan Gonçalves, os policiais chegaram até a residência da avó do acusado, onde ele estava escondido, no bairro Macaúba. Durante a apreensão, ele relatou que estava na companhia de outra pessoa, em uma motocicleta, quando avistou a vítima próximo a parada de ônibus. “Segundo o elemento, o estudante teria reagido, tentando tomar a arma que estava engatilhada e ele efetuou um disparo no peito”, descreveu.

  • Foto: InstagramRayron HolandaRayron Holanda

Logo depois ele confessou a autoria de outros dois homicídios, o que chamou a atenção dos policiais que o acompanhavam até a Central de Flagrantes de Teresina. “Ele já foi apreendido duas outras vezes por homicídio, a última há 10 dias. Isso chocou até os policiais que estavam com ele na viatura, a frieza que o cara tem nessas mortes, ele conta com riqueza de detalhes: A primeira morte foi devido um cara ter destratado a mãe dele e depois ele efetuou três disparos na pessoa. O segundo [homicídio] a vítima teria ameaçado o padrasto dele, então ele perseguiu o cara e matou a sangue frio, na bala”, pontuou Joatan Gonçalves.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Joatan, chefe de investigaçãoJoatan Gonçalves

Investigações

Durante as primeiras diligências, duas pessoas chegaram a ser detidas pela Polícia Militar por suspeita de participação no crime, mas foram liberadas por falta de prova que os ligassem ao fato.

O delegado Hildson Rodrigues, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) afirmou ao GP1 que já foram realizados levantamentos na região, a fim de localizar câmeras de segurança que possam ter registrado toda a dinâmica do crime e corroborar ainda mais com as investigações, que avançaram após a apreensão do acusado.

A arma utilizada no assalto ainda não foi encontrada, mas as diligências ainda continuam.

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