Teresina - PI

Acusado de matar cabo Claudemir é alvejado com dois tiros em Teresina

Ele é acusado de envolvimento na morte do cabo do Bope, Claudemir de Paula Sousa em 2016.

Bárbara Rodrigues
Teresina
03/08/2019 09h37 - atualizado 10h01

Um homem identificado como Igor Andrade de Sousa, de 22 anos, mais conhecido como Igor Gordão, foi alvejado com dois disparos de arma de fogo no Parque Piauí na noite de sexta-feira (2), por volta das 21h na zona sul da cidade de Teresina. Ele é acusado de envolvimento na morte do cabo do Bope, Claudemir de Paula Sousa em 2016.

Igor estava em um bar no bairro Parque Piauí quando foi alvejado com dois disparos de arma de fogo, um na região dorsal e outro no braço direito. Não se tem informações sobre quem realizou o disparo.

Ele foi socorrido por populares e encaminhado para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Segundo informações da assessoria, ele passou por cirurgia, onde fez uma laparotomia exploradora e está consciente.

  • Foto: Divulgação/PC-PIIgor Andrade de SousaIgor Andrade de Sousa

Julgamento adiado

Igor Andrade já deveria ter sido julgado pelo homicídio do cabo Claudemir, mas as sessões já foram adiadas duas vezes no Tribunal do Júri.

O julgamento deveria ter ocorrido no dia 17 de junho, mas foi adiado para o dia 28 de junho porque o advogado de defesa apresentou um atestado médico, afirmando que não poderia participar do julgamento.

Já o julgamento do dia 28 de junho foi novamente adiado porque Igor trocou de advogado e o novo afirmou que ainda não estudou o caso. O novo julgamento deve ser marcado para esse mês de agosto.

Assassinato de Claudemir

O cabo Claudemir Sousa, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar, foi morto com vários tiros, no dia 6 de dezembro de 2016, na porta de uma academia na avenida principal do bairro Saci, zona sul de Teresina. Uma câmera de segurança da academia flagrou o momento em que o policial foi surpreendido por um criminoso.

  • Foto: Facebook/Claudemir SousaClaudemir Sousa Claudemir Sousa

Horas após o assassinato, cinco pessoas foram presas acusadas de terem arquitetado e executado o crime, dentre essas, um funcionário da Infraero acusado de ser o mandate do assassinato, e também um taxista, que foi o responsável por agenciar quatro homens para matar o policial militar. Na tarde do mesmo dia foi preso Flávio Willames, que havia saído há dois meses do Complexo de Pedrinhas, em São Luís-MA.

Em janeiro de 2017, o promotor Régis de Moraes Marinho denunciou oito acusados da morte do policial: Maria Ocionira Barbosa de Sousa (ex-diretora administrativa do Hospital Areolino de Abreu), Leonardo Ferreira Lima (ex-funcionário da Infraero), Francisco Luan, Thaís Monait Neris de Oliveira, Igor Andrade Sousa, José Roberto Leal da Silva (taxista), Flávio Willame da Silva e Weslley Marlon Silva.

No dia 12 de junho de 2017, o juiz ouviu as testemunhas no caso. No dia 30 de junho, os acusados de envolvimento na morte do cabo Claudemir de Sousa mudaram o discurso e negaram que tenham feito parte do plano para acabar com a vida do oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Piauí.

Em janeiro de 2018, o juiz de direito Antônio Reis Nollêto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou todos os oito envolvidos no assassinato do cabo Claudemir Sousa e revogou as prisões dos acusados.

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