Paulistana - PI

Borracheiro vai a Júri Popular acusado de matar mototaxista no Piauí

A sentença de pronúncia foi dada pela juíza Luciana Claudia Medeiros de Souza, da Comarca de Paulistana, nessa quarta-feira (20).

Wanessa Gommes
Teresina
23/03/2019 06h05 - atualizado 06h05

A juíza Luciana Claudia Medeiros de Souza pronunciou o borracheiro Francisco João Rodrigues pela morte do mototaxista José Irênio de Sales, conhecido como “Dodô do mototáxi”, e pela tentativa de homicídio contra seu irmão, Andrade Irênio de Sales. Com a sentença de pronúncia dada nessa quarta-feira (20), Francisco será julgado pelo Tribunal Popular do Júri.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado, no dia 10 de outubro de 2018, por volta das 20h30min, João Rodrigues, José Irênio e Erinaldo Marcelino de Sousa, jogavam baralho e consumiam bebida alcoólica no “Bar do Vaqueirinho”, localizado no Bairro Cohab, em Paulistana.

  • Foto: Divulgação/PM-PIFrancisco José foi preso em AcauãFrancisco José foi preso em Acauã

Ao final da partida, Erinaldo se levantou para pagar a conta e o acusado saiu do bar e se armou com um pedaço de madeira e, ao retornar, passou a agredir José Irênio com golpes em sua cabeça, surpreendendo-o pelas costas e causando ferimentos que levaram a óbito dias depois no Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano.

Consta que em seguida, Francisco foi em direção à Andrade Irênio, que estava próximo ao seu irmão e mexia no celular, e desferiu uma paulada em sua cabeça e somente não matou este em razão da intervenção de terceiros, que seguraram o acusado, e pela pronta intervenção médica.

O MP aduziu que o motivo do crime foi uma discussão decorrente do jogo de baralho, caracterizando, segundo o órgão ministerial, motivo fútil indicado na tipificação legal constante da denúncia.

Ao final, a magistrada decidiu pela pronúncia e pela manutenção da prisão do acusado para aguardar o julgamento, uma vez que, “diante da gravidade em concreto do delito a ele atribuído, resta evidente o perigo que sua liberdade impõe à ordem pública, motivo suficiente para a manutenção de sua prisão preventiva”.

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