Ciência e Tecnologia

Brasil é suspenso de consórcio internacional de astronomia

O observatório internacional reiterou que a volta do Brasil para o consórcio será bem-vinda.

ANDRESSA MARTINS
DE TERESINA
12/03/2018 17h55 - atualizado 17h57

O ESO (Observatório Europeu do Sul), responsável por pesquisas astronômicas, divulgou nesta segunda-feira (12) que o Brasil foi suspenso e não poderá mais acessar os telescópios da entidade. O motivo da suspensão foi a demora na confirmação da entrada do país no consórcio.

  • Foto: ESO/F. KamphuesO Very Large Telescope é o telescópio mais avançado do mundo O Very Large Telescope é o telescópio mais avançado do mundo

Além de prejudicar cientistas brasileiros, por conta da falta de acesso aos aparelhos, indústrias brasileiras não podem participar de concorrências para fornecer insumos para o consórcio. Em 2011, quando o Brasil assinou um acordo com o ESO, o país era considerado um “membro em ascensão”.

Atualmente, 14 países fazem parte do observatório, que funciona no Chile há 50 anos. Os pesquisadores brasileiros, com a parceria atual, só poderia acessar as instalações do observatório, mas o Brasil não fazia parte do conselho diretivo.

O observatório internacional reiterou que a volta do Brasil para o consórcio será bem-vinda. “O Conselho do ESO reitera que o Brasil continua a ser um valioso parceiro potencial do ESO e deseja acolher o Brasil como Estado Membro no futuro”, disse o ESO em nota.

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