Polícia

Confira os nomes dos policiais presos na Operação Fraudulenti

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina expediu nove mandados de prisão temporária, todos cumpridos, e 9 mandados de busca e apreensão.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
13/08/2019 12h34 - atualizado 14h40

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí divulgou no início da tarde desta terça-feira (13) o nome dos oito policiais militares presos na “Operação Fraudulenti", que são suspeitos de fraude no concurso público da Polícia Militar em 2014. Entre os presos estão dois irmãos.

A operação foi deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), em parceria com o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) e a Corregedoria da Polícia Militar do Piauí.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Coletiva de imprensa Coletiva de imprensa

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina expediu nove mandados de prisão temporária, todos cumpridos, e 9 mandados de busca e apreensão. Foram cinco prisões em Teresina, duas em Simões e uma na cidade de São Luís, no Maranhão. Dos presos, oito são policiais militares.

Confira o nome dos presos:

1. Gitã Duarte Ferro (preso em São Luís, no Maranhão)

2. Antônio Francisco Mendes da Silva

3. Fernando Coutinho dos Santos

4. Danilo Barros e Silva

5. Braulio Siqueira Candido de Sousa (preso em Simões)

6. Gezza Duarte Ferro

7. Geová Gomes da Silva

8. Francisco de Assis Gonçalves da Silva (preso em Simões)

9. Antônio Yuri Rodrigues da Cruz Neto (que trabalhava na gráfica e repassou a prova)

A investigação

Em 2015, o secretário de Segurança Pública Fábio Abreu, determinou que a Polícia Civil investigasse as suspeitas de fraude no concurso da Polícia Militar do Piauí que foi realizado no ano de 2014.A investigação descobriu que um funcionário da empresa que cuidou da confecção da prova, acabou furtando uma prova e entregou para a organização criminosa, que passou para alguns candidatos do concurso o gabarito.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Fábio Abreu Fábio Abreu

“Após denúncias feitas por alguns candidatos que fizeram o concurso, eu determinei que se iniciasse essa investigação e chegamos à conclusão que eles conseguiram ter esse benefício, por meio de um funcionário de uma gráfica que repassou a prova para esse grupo. Essas pessoas tiveram a mesma quantidade de erros e de acertos, uma série de detalhes que foram minunciosamente investigados. Hoje então foi decidido deflagrar a operação, onde foram presos oito policiais e uma pessoa da empresa terceirizada que teve acesso a essa prova”, explicou Fábio Abreu.

O secretário de Segurança afirmou que a pessoa responsável por vazar a prova explicou em depoimento porque decidiu participar dessa fraude. “O argumento da pessoa que vazou a prova, é que o primeiro membro para quem ele passou a prova afirmou que era uma pessoa necessitada e que tinha o sonho de ser policial e que consequentemente se sensibilizou com essa situação e passou essa prova”, afirmou o secretário.

Para identificar quem teve o acesso as provas, a Polícia Civil realizou uma análise técnica nos gabaritos e uma análise documental. Com essa investigação os policiais acabaram descobrindo que algumas pessoas estavam com gabaritos iguais, e um nível de acerto superior a 90%. Após encontrar os suspeitos, foram investigados os vínculos entre eles. Os presos Gitã Duarte Ferro e Gezza Duarte Ferro são irmãos.

Amigos

A delegada Tatiana Trigueiro revelou que os policiais presos eram amigos e vizinhos. Todos eles acertaram e erraram as mesmas questões, fazendo 69 pontos, o que levantou suspeitas para a Polícia Civil.

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