Teresina - PI

Demóstenes Ribeiro diz que pode fechar 3ª academia e pede aprovação de MP

A Câmara dos Deputados aprovou alterações no texto da Medida Provisória, que agora vai para votação no Senado Federal na próxima terça-feira (16).

Davi Fernandes
Teresina
Wanessa Gommes
Teresina
Bárbara Rodrigues
Teresina
10/06/2020 21h24 - atualizado 11/06/2020 18h29

A Medida Provisória (MP) 936 do Governo Federal, que permite a redução de salários, jornadas e suspensões de contratos, foi prorrogada até o dia 14 de agosto. A Câmara dos Deputados aprovou alterações no texto, que agora vai para votação no Senado Federal na próxima terça-feira (16).

O relator do texto no Senado, Vanderlan Cardoso (PP-GO) alertou para o risco de demissões se o Congresso não aprovar a medida até essa data. A demora na aprovação da MP pode prejudicar diversos estabelecimentos em todo o Piauí, como por exemplo o setor de academias, que segue fechado desde o decreto de isolamento assinado pelo governador Wellington Dias (PT-PI), por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Em entrevista ao GP1, nesta quarta-feira (10), o empresário do ramo de academias, Demóstenes Ribeiro, defendeu a aprovação da MP e esclareceu que ao todo, em Teresina, existem 255 academias que estão há 90 dias paradas, sem funcionamento e devido ao isolamento social, 30% das unidades não voltarão a abrir as portas.

“O segmento de academia, que segundo levantamento do sindicato, estão registradas 576 academias e são 255 só aqui em Teresina, está há 90 dias sem funcionar e a gente passa uma dificuldade muito grande porque, cerca de 30% não vão retomar suas atividades”, explicou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Demóstenes RibeiroDemóstenes Ribeiro

Demóstenes ainda destacou que das quatro unidades de academias que ele possui, duas não irão mais retomar as atividades normalmente depois da pandemia. Além disso, o empresário apontou que uma terceira academia, localizada em São Raimundo Nonato, poderá também não reabrir.

“Temos uma preocupação muito grande em retomar as atividades, em abrir de forma responsável o atendimento, principalmente porque atividade física é saúde, a gente vê as academias como esse grande contribuidor na questão da promoção da saúde, na prevenção de doenças e o segmento está sentindo bastante, somos 4 unidades, 2 já temos certo que não retornarão, uma terceira, em São Raimundo Nonato, não está definido ainda [se vai reabrir], precisamos realmente desse suporte pra diminuir nossos custos para que possamos ter condição de voltar”, ressaltou.

Demóstenes Ribeiro ainda disse que mesmo que nesse período ocorra a volta do funcionamento das academias em Teresina, não seria de forma completa e sim gradualmente, para que fossem favoráveis às condições de retorno.

“Ainda temos um agravante, as pessoas ainda estão muito impressionadas com o bombardeio que foi feito pela grande mídia, como o perigo de morrer, então mesmo reabrindo, nós vamos passar um tempo ainda para termos condições de dar andamento ao nosso segmento”, finalizou.

A MP 936 entrou em vigor assim que foi publicada pelo governo no Diário Oficial da União, no dia 1º de abril. No entanto, para se tornar definitiva, ela precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Caso contrário, perde a validade em 120 dias.

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