Política

Deputado Rodrigo Maia nega 'caixa 3' em campanha eleitoral

Ele disse ainda que "confia na Justiça e está à disposição das autoridades, pois tem interesse que tudo seja esclarecido com a maior brevidade possível".

Bárbara Rodrigues
Teresina
26/12/2017 22h21 - atualizado 22h23

Nesta terça-feira (26), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou que recebeu dinheiro de empresas a mando da empreiteira Odebrecht, prática chamada pela Polícia Federal de “caixa três”. A Folha de São Paulo publicou reportagem afirmando que o deputado é alvo de inquérito da PF.

Segundo informações do O Globo, Rodrigo Maia divulgou nota afirmando que todas as doações que recebeu estão de acordo com a legislação. “Todas as doações recebidas em suas campanhas respeitaram a legislação vigente, estão registradas junto à Justiça eleitoral e que prestará todos os esclarecimentos, caso venha a ser indagado pela Polícia Federal". O presidente da Câmara diz ainda que "a própria reportagem não identifica qualquer ilícito cometido pelo deputado, apenas faz ilações referentes a um suposto esquema de financiamento irregular".

  • Foto: Dida Sampaio/Estadão ConteúdoRodrigo MaiaRodrigo Maia

Ele disse ainda que "confia na Justiça e está à disposição das autoridades, pois tem interesse que tudo seja esclarecido com a maior brevidade possível".

Irregularidades em doações recebidas por Rodrigo Maia são alvos de investigação de inquéritos instaurados pela Polícia Federal. Segundo informações da Folha de São Paulo, um dos inquéritos investiga Maia por doação de verbas para a campanha do deputado feitas por empresas a mando da Odebrecht. Na prática, batizada de "caixa três" pelos investigadores, a Odebrecht utiliza companhias menores para transferir recursos aos políticos

A Cervejaria Petrópolis, que fabrica a Itaipava já havia sido apontada em delações de donos e executivos da Odebrecht como principal parceira da empreiteira no caixa três. De acordo com as delações, nas eleições de 2008, 2010, 2012 e 2014 a cervejaria doou cerca de R$ 120 milhões a políticos a mando da Odebrecht.