Polícia

Dez policiais foram presos em operação do Greco, revela Fábio Abreu

Ao todo foram presos nove policiais militares, um policial civil, um ex-policial militar e um não policial. Foram apreendidas ainda quatro revólveres, uma calibre 32 e uma pistola.

Andressa Martins
Teresina
Bárbara Rodrigues
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
Jeyson Moraes
Teresina
02/12/2019 13h35 - atualizado 14h17

O secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu, revelou que dez policiais foram presos durante a “Operação Dictum”, deflagrada nesta segunda-feira (2) por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO).

Ao todo foram presos nove policiais militares, um policial civil, um ex-policial militar e um não policial. Foram apreendidos ainda quatro revólveres, uma calibre 32 e uma pistola.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1Fábio AbreuFábio Abreu

“Com essas prisões que hoje realizamos entendemos que hoje aqui estamos cortando na nossa própria carne, mas cumprimos com nosso dever”, afirmou Fábio Abreu.

Modus Operandi

De acordo com o secretário, os policiais roubavam cargas de contrabando e estouravam bocas de fumo para revender a droga. Abreu detalhou que os policiais agiam contra pessoas que não podiam registrar Boletim de Ocorrência.

“Eles roubavam cargas de contrabando, principalmente de cigarros e revendiam em outros pontos. Atacavam pontos de vendas de entorpecentes, vendiam para outras pessoas. Eles faziam esse tipo de coisa, atacavam aqueles que não podiam registrar nenhum Boletim de Ocorrência. Praticavam pistolagem, de alguma forma, por recursos, por dinheiro, mas também em troca de armas. Fizeram algumas ações voltadas na questão de homicídio. É uma vasta participação em crimes”, afirmou.

Início da operação

Segundo o delegado Gustavo Jung, do Greco, a investigação iniciou após um roubo de carga de televisões das Casas Bahia em 2018. Assim foi descoberta a participação de policiais militares.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1Gustavo JungGustavo Jung

“Iniciamos essa investigação em dezembro de 2018, a partir de um roubo que houve em um depósito das Casas Bahia, que dentre as pessoas que estavam naquele local, havia o apoio de um policial militar. A partir desta pessoa iniciamos as diligências e investigações. E com isso foi natural aparecerem mais policiais militares, que são ligadas a essa pessoa, mas também podemos constatar o envolvimento de policias civis ligados ao grupo. E constatamos que haviam elementos suficientes para a prisão preventiva. Um policial civil foi alvo de prisão preventiva e um policial civil foi alvo de busca e apreensão”, explicou.

Líder da quadrilha

O líder da quadrilha, segundo o secretário Fábio Abreu, era o ex-policial militar W. Silva, envolvido no roubo do Banco do Nordeste em 2017. W. Silva já tinha sido expulso da corporação e estava morando no Rio de Janeiro. O ex-policial foi preso ao desembarcar da aeronave no Aeroporto de Teresina.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1Coronel Lindomar CastilhoCoronel Lindomar Castilho

O comandante da Polícia Militar, Lindomar Castilho, explicou a prisão de Wanderlei e que agora ele é um preso comum. “O Wanderlei Silva, foi preso como civil, inclusive estava no RJ e foi preso no desembarque dele aqui em Teresina. No momento em que desembarcava da aeronave, mas foi preso como um preso comum”, afirmou.

Policiais

Além de W. Silva foi identificado o investigador do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) Lourival Neto. Segundo o comandante Lindomar Castilho foram presos policiais da Guarda do Comando Geral, 9º Batalhão, 8º Batalhão, 6º Batalhão, Companhia Independente do Promorar, do Batalhão de Guardas e um do Batalhão de Piripiri.

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