Bertolínia - PI

Dias Toffoli nega liberdade a advogados presos na Operação Bacuri

A defesa ingressou com habeas corpus pedindo a extensão da decisão concedida ao ex-prefeito José Jeconias que foi posto em liberdade mediante a aplicação de medidas cautelares.

Gil Sobreira
Teresina
04/01/2020 10h20 - atualizado 10h58

Foi negado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, o pedido de liberdade feito pela defesa do procurador do município de Bertolínia, Max Weslen Veloso de Morais Pires e do assessor jurídico Richel Sousa e Silva, presos no âmbito da “Operação Bacuri”. A defesa ingressou com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a extensão da decisão concedida ao ex-prefeito José Jeconias que foi posto em liberdade mediante a aplicação de medidas cautelares. A decisão de Dias Toffoli foi dada ontem (03).

"(...) Nessa conformidade, sem prejuízo do reexame por parte da eminente relatora, indefiro a liminar requerida. Solicitem-se informações à autoridade coatora e ao Tribunal de Justiça do estado do Piauí. Após, remetam-se aos autos à ilustre Ministra Relatora para a sua competente reapreciação”, diz a decisão.

A Operação Bacuri foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repreensão ao Crime Organizado (GAECO) no último dia 03 de dezembro com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que atuava no município de Bertolínia, liderado pelo prefeito Luciano Fonseca, acusado de causar prejuízo ao erário no município.

De acordo com o GAECO, o Procurador Max Weslen Veloso de Morais Pires era o principal operador da organização criminosa. Segundo a denúncia, Max preparava pareceres jurídicos com o escopo de dar aparência de legalidade aos contratos oriundos de licitações fraudadas. O procurador é acusado de desvio de recursos públicos, fraude de licitação e lavagem de dinheiro, tendo movimentado mais de 5 milhões de reais entre 2013 e 2018.

Já Richel Sousa e Silva, primo do prefeito Luciano Fonseca, foi contratado pela Prefeitura de Bertolínia e recebeu o montante de R$ 212.799 em virtude de prestação de serviços de consultoria e assessoria jurídica ao município. É sócio da empresa Attanasio Silva Veículos, que mantém contrato de locação de veículos para lavar valores desviados do erário municipal, repassando de volta para o prefeito. O levantamento do Ministério Público aponta que ele movimentou entre 2013 e 2018 um total de R$ 7.451.822,84 através de pequenas transações bancárias.

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