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Donald Trump ameaça cortar financiamento para OMS permanentemente

Presidente americano já havia acusado a entidade de ser 'uma marionete da China', reiterando críticas sobre a gestão da organização na pandemia do novo coronavírus.

Por  Estadão Conteúdo
19/05/2020 07h22

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou cortar permanentemente a verba enviada à Organização Mundial da Saúde (OMS) nessa segunda-feira, 18. Trump disse ainda que o país pode “reconsiderar” sua condição de membro da entidade.

O presidente publicou, em sua conta no Twitter, uma carta ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em que afirma que a investigação do governo americano confirmou a “alarmante falta de independência entre a OMS e a China”.

Se a OMS “não se comprometer com melhorias substanciais nos próximos 30 dias, eu tornarei o congelamento do financiamento dos Estados Unidos à OMS permanente e reconsiderarei nossa filiação à organização”, disse Trump na mensagem.

Há pouco mais de um mês, o presidente já havia anunciado que estava orientando o governo americano a interromper o financiamento do país para a organização. “Interromperemos o financiamento enquanto uma revisão é conduzida”, disse ele na ocasião, acusando a OMS de ser “sinocentrista”.

'Marionete da China'

Mais cedo, o presidente americano acusou a OMS de ser "uma marionete da China", reiterando as críticas sobre a gestão da agência da ONU na pandemia do novo coronavírus. "Não estou contente com a Organização Mundial da Saúde", declarou, na Casa Branca.

Trump afirmou que os Estados Unidos pagam cerca de US$ 450 milhões anualmente à OMS, a maior contribuição feita por um país. Há planos de cortar esta cifra, segundo o presidente, porque os EUA não seriam "tratados direito" pela organização. "Eles nos deram um monte de maus conselhos", afirmou.

As declarações do presidente ocorrem no dia em que a OMS celebrou sua primeira assembleia anual desde que a pandemia varreu o mundo, após emergir na China, causando grandes abalos econômicos e matando mais de 318 mil pessoas - um terço delas nos Estados Unidos.