Teresina - PI

Dudu diz que a Câmara não é lugar para Montezuma fazer desabafo

O secretário participou de uma audiência para tratar de supostos desvios no antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Wanessa Gommes
Teresina
Andressa Martins
Teresina
Germana Chaves
Teresina
19/06/2019 17h16

O vereador Dudu (PT) disse, nesta quarta-feira (19), que o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, foi até a Câmara Municipal de Teresina, nesta manhã, para “desabafar”. O gestor participou de uma audiência para tratar de supostos desvios no antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

“O que eu senti do secretário Kleber é que foi uma audiência para ele desabafar, para ele dizer dos sentimentos dele, dos ataques que ele tem sofrido a nível pessoal que não dizem respeito a essa Casa. Não vou tratar aqui de questões pessoais do secretário, que precisa fazer esse desabafo e nem entendo porque ele está fazendo esse desabafo na Câmara Municipal”, afirmou.

  • Foto: Helio Alef/GP1Vereador DuduVereador Dudu

Segundo o parlamentar, os vereadores querem explicações sobre os contratos firmados pela SEMEC. “O que queremos tratar é em relação aos contratos terceirizados que existem na Semec, em relação a alguns direitos das mulheres que se sentem proibidas, inclusive, de engravidar por conta da meritocracia que existe hoje dentro da Semec, que isso atrapalha, impede, tira direito”, declarou.

“Existem contratos, por exemplo, com empresas de vigilância que fazem esse serviço e nós precisamos entender o que foi que economizou e o que foi que melhorou”, completou.

O vereador pediu também que seja feita uma discussão sobre a ampliação das creches da nossa cidade, porque, segundo Dudu, não adianta ter um cronograma de execução de creche se há a necessidade de expandir essas creches para todas as áreas de Teresina.

“Eu vou pedir tomada de contas especial, via o Tribunal de Contas do Estado, porque, por exemplo, em 2007 se pagava um contrato de R$ 34 milhões para um transporte escolar em Teresina, a prefeitura já pagou R$ 30 milhões, economizou R$ 4 milhões, em 2018 pagou R$ 19 milhões e agora pagamos R$ 15 milhões no ano de 2019. Ou seja, é muito dinheiro que está se economizando, otimizando o serviço. Quero saber por que que não se percebeu isso há mais tempo. Quem está perdendo esse volume absurdo de recursos é o povo de Teresina”, finalizou.

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