São Paulo - SP

Empresários são presos acusados de vender medicamentos falsos no Piauí

Os empresários e colaboradores são suspeitos de fornecer medicações falsas para o tratamento de câncer em hospitais de Teresina.

Brunno Suênio
Teresina
17/03/2020 07h49 - atualizado 10h05

A Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), deflagrou na manhã desta terça-feira (17) a Operação Sanitatem nas cidades de São Paulo-SP, São Caetano do Sul-SP e Cotia-SP com o objetivo de cumprir 5 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária contra empresários e colaboradores de empresas do ramo de medicamentos, suspeitas de fornecer medicações falsas para o tratamento de câncer em hospitais de Teresina.

Em entrevista ao GP1, o delegado Ferdinando Martins informou que até o momento há cinco pessoas presas, sendo três empresários e dois colaboradores. “A gente veio para São Paulo cumprir mandados de busca e de prisão contra empresários daqui, que estavam comercializando medicação falsificada para tratamento de câncer em hospitais do Piauí. Durante as investigações nós identificamos os sócios, colaboradores e nós já temos cinco presos”, explicou.

  • Foto: Helio Alef/GP1Ferdinando MartinsFerdinando Martins

Investigações

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, as investigações tiveram início após denúncia de um hospital do Piauí, que percebeu ter adquirido medicamento falsificado para tratamento de câncer, depois que um paciente usou o remédio e passou a verificar que a droga apresentava os efeitos colaterais distintos do medicamento.

Com o avanço da investigação, a polícia constatou que essa mesma empresa, sediada em São Paulo-SP, já havia também comercializado a referida medicação oncológica falsificada para hospitais e clínicas dos Estados de Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e outros.

No Estado de Goiás, policiais investigam quatro mortes de pacientes que usaram essa medicação, tendo inclusive uma já sido confirmada e profissionais indiciados.

Participam da operação, além dos policiais da DECCOR, policiais civis da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, dos estados de Goiás, São Paulo e um perito do Instituto de Criminalística do Piauí.