Teresina - PI

Enfermeiro acusado de estuprar cunhada se internou no Areolino de Abreu

Um parente da vítima informou ao GP1 que o enfermeiro não possui nenhum tipo de distúrbio e não faz uso de qualquer medicamento de uso controlado.

Brunno Suênio
Teresina
Thais Guimarães
Teresina
20/11/2020 21h21 - atualizado 21h30

O enfermeiro acusado de dopar e estuprar a cunhada dentro do Hospital São Marcos no dia 31 de outubro deste ano procurou o Hospital Areolino de Abreu, onde ficou internado, dias depois de o caso vir à tona na família. Um parente da vítima informou ao GP1 que o enfermeiro não possui nenhum tipo de distúrbio e não faz uso de qualquer medicamento de uso controlado.

Ainda bastante abalado com a situação, o familiar relatou que os últimos 20 dias têm sido difíceis. “Está todo mundo em desespero, ela também não está bem psicologicamente, está fazendo acompanhamento, mas não está bem. Nós da família ficamos sabendo 10 dias depois. Ela mesma não quis falar enquanto não saísse o resultado do exame, pois não estava acreditando 100%, apesar das lembranças que tinha, ela queria ter certeza para poder falar para a família”, afirmou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Hospital São MarcosCrime ocorreu no Hospital São Marcos

A irmã da vítima, casada com o acusado, decidiu sair de casa após o caso vir à tona. Foi aí que o enfermeiro, suspeito do crime, procurou atendimento no Hospital Areolino de Abreu, onde ficou internado.

“Ela comunicou a irmã segunda-feira. A irmã dela, que é casada com ele, saiu do apartamento deles e ninguém teve mais contato com ele. Nós tivemos informação que ele passou uns dias internado no Hospital Areolino de Abreu, naquela parte que é tipo uma hotelaria, dando um tempo, mas ele não tem problemas, inclusive recentemente fez um exame admissional no Hospital São Marcos, porque tinha mudado de cargo. Ele nunca teve problema nenhum, nunca tomou medicação nenhuma, nada disso”, confirmou o familiar.

Entenda o caso

O enfermeiro está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí, sob acusação de ter estuprado a própria cunhada, que acompanhava um paciente em um apartamento no Hospital São Marcos.

Um familiar revelou ao GP1 que a vítima havia acompanhado seu sogro no hospital no dia anterior ao crime e tinha ido para casa descansar, deixando outra pessoa no apartamento. Porém, a empresária recebeu uma ligação do enfermeiro, relatando que o paciente não poderia ficar aos cuidados de alguém sem experiência e requisitou que ela retornasse ao hospital e ficasse com o sogro.

Ao retornar, o enfermeiro teria oferecido um remédio para a vítima, que tomou a medicação e acabou adormecendo. Cerca de seis horas depois ela acordou com fortes dores na região genitália e assim começou a suspeitar que tinha sido vítima de violência sexual. Ela registrou um Boletim de Ocorrência, fez exame de corpo de delito e depois de ser submetida a outro exame na Maternidade Dona Evangelina Rosa foi comprovado o estupro.

Exame constatou sêmen do acusado na vítima

A delegada Vilma Alves, responsável pelo inquérito que investiga o crime, disse em entrevista ao GP1 nesta quinta-feira (19) que há elementos suficientes que comprovam o estupro, inclusive, a constatação, através de laudo, da presença de sêmen do acusado na vítima.

“Nenhum crime de estupro ou de violência contra a mulher pode ficar impune. O exame é robusto, aprovou o material científico do fato. A prova material é o exame de corpo delito, que já foi feito, e a prova se torna mais fortalecida porque tem a presença do sêmen”, declarou.

Hospital São Marcos repudiou o ocorrido

O Hospital São Marcos emitiu uma nota nesta quinta (19), informando que está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. “O hospital repudia qualquer tipo de violência contra mulheres, menores, incapazes, idosos e quaisquer outros vulneráveis”, diz um trecho.

Leia a nota do São Marcos na íntegra:

O Hospital São Marcos, após tomar conhecimento de grave denúncia através da imprensa, esclarece ao público que não existe a prática de administração de quaisquer medicamentos para acompanhantes de pacientes. Caso isso tenha ocorrido, foi a partir de uma situação específica, relação pessoal de confiança que havia entre a vítima e o suposto agressor. O hospital repudia qualquer tipo de violência contra mulheres, menores, incapazes, idosos e quaisquer outros vulneráveis, está à disposição da Justiça e tomará as providencias cabíveis de maneira rigorosa, nos termos da Lei.

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