Teresina - PI

Estelionatários são presos dentro do Banco do Brasil em Teresina

Segundo informações do coordenador do Gao, Joattan Gonçalves, os estelionatários tentariam sacar R$ 700 mil.

Wanessa Gommes
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
Victória Xavier
Teresina
01/11/2019 21h16 - atualizado 21h18

O Grupo de Apoio Operacional (GAO), da Polícia Civil do Piauí, prendeu dois homens acusados de estelionato, na tarde desta sexta-feira (1º), dentro da agência do Banco do Brasil do bairro Piçarra, na zona sul de Teresina. Eles não tiveram as identidades reveladas.

Segundo informações do coordenador do Gao, Joattan Gonçalves, os estelionatários tentariam sacar R$ 700 mil de forma fracionada. “Eles falsificaram uma documentação no cartório do Maranhão, uma procuração pública outorgando poderes a eles para sacar uma importância de R$ 700 mil de uma pessoa já falecida. Claro que esses saques iam acontecer de forma fracionada”, relatou.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Joattan Gonçalves Joattan Gonçalves

A polícia já estava investigando os acusados após uma denúncia da gerência do banco. “Cerca de duas semanas atrás, nós fomos comunicados pela gerência do banco, que enviou um representante para conversar conosco, explicando como era a situação”, explicou.

“Realizamos plantões por dois ou três dias, e eles por desconfiar ou não, não foram sacar essa importância em dinheiro, mas nesta sexta a gerente nos informou que existia essa possibilidade deles irem sacar e colocamos um policial dentro da agência para esperar e eles apareceram com essa documentação que está sendo encaminhada agora para a perícia, mas que eles mesmos já confirmaram que é falsa. O objetivo deles era realmente sacar a importância de R$ 700 mil de alguém que já faleceu”, contou Joattan.

Ainda de acordo com o policial, será feita uma investigação para saber como os presos tiveram acesso às informações sobre o dinheiro. “Iremos realizar uma investigação interna, pois é interessante descobrir como essas pessoas tiveram acesso às informações privilegiadas da quantia dessa pessoa falecida, queremos saber se foi no banco, no INSS ou se eles obtiveram de outra forma, então cabe investigar. O banco já está fazendo sua investigação e a polícia agora depois desse flagrante vai ajudar também”, afirmou.

“A investigação deverá ser feita na área do sexto distrito, a autoridade policial lá com certeza baixará a portaria e continuará esse inquérito”, completou.

Joattan declarou ainda que há outras pessoas envolvidas nesse crime. “Essas pessoas eram laranjas e receberiam apenas um porcentual desses valores. Agora em relação aos antecedentes criminais estamos investigando”, concluiu.

Os presos foram encaminhados para a Central de Flagrantes para a realização dos procedimentos cabíveis.