Teresina - PI

Família é rendida e ameaçada de morte por quadrilha em Teresina

Marlene Marreiros, de 53 anos, informou ao GP1 que o seu marido de 60 anos, o filho de 26 anos, e mais uma outra família que mora no sítio foram rendidos por volta de 6h.

Bárbara Rodrigues
Teresina
12/01/2019 15h03 - atualizado 15h03

Uma família foi feita refém, amordaçada e ameaçada de morte por bandidos fortemente armados na sexta-feira (11) em um sítio localizado no Parque Jurema, próximo a Cavalaria da Polícia Militar, na zona sudeste da cidade de Teresina.

Marlene Marreiros, de 53 anos, informou ao GP1 que o seu marido de 60 anos, o filho de 26 anos, e mais uma outra família que mora no sítio foram rendidos por volta de 6h. Seis bandidos armados invadiram o sítio, renderam os moradores e fizeram várias ameaças de morte.

“Aqui nós vendemos leite e eu tenho uma loja de roupas móvel. Eles estavam muito armados e usavam máscaras, estavam com o rosto coberto. Eles nos renderam, amordaçaram toda a minha família e começaram a fazer ameaças, disseram que estavam acompanhando a gente, que sabiam que tínhamos dinheiro, chegaram a bater na gente e sempre fazendo ameaças de morte, dizendo que iriam cortar nossos membros. Eles ficaram mais de uma hora com a gente e como não acharam dinheiro saíram levando tudo que podiam”, disse Marlene.

Dois carros, um Fiat Strada e um Onix foram roubados, além de vários pertences das vítimas. “Eles não encontraram dinheiro, então saíram pegando tudo que era possível. Até meus edredons eles levaram. Eu tenho uma loja móvel, que fica em um veículo e eles saíram levando todas as roupas, levaram o que podiam daqui de casa, além de dois carros, sendo um Strada e um Onix. Só que o Onix estava quase sem gasolina e eles abandonaram ainda ontem no Tancredo Neves. Já o Strada estava com o tanque cheio”, explicou. O veículo Strada, de cor branca, de placa QRU -3420, ainda não foi localizado.

Falta de apoio da polícia

Marlene explicou que seu marido foi registrar um Boletim de Ocorrência no 8º Distrito Policial, mas não conseguiu. “Logo depois disso, quando os bandidos foram embora, o meu marido tentou registrar a ocorrência na delegacia do Dirceu, mas ele não encontrou ninguém, somente de tarde ele conseguiu registrar o Boletim de Ocorrência, mas até agora ninguém da polícia foi até o sítio, ninguém foi falar com a gente depois do que aconteceu. Queremos providências, depois do que aconteceu”, afirmou.

Mais conteúdo sobre: