Teresina - PI

Família pede ajuda para realizar cirurgia cardíaca na pequena Ângela Valentina

O Estado do Piauí não possui nenhum hospital que faça esse tipo de cirurgia, por isso as crianças piauienses que precisam desse procedimento entram em uma lista para Tratamento Fora de Domicílio.

Bárbara Rodrigues
Teresina
01/09/2020 14h43 - atualizado 03/09/2020 08h08

A família de Ângela Valentina Alves de Oliveira, de 27 dias, iniciou uma campanha com o objetivo de conseguir uma vaga em um dos hospitais do Brasil que fazem cirurgia em crianças com cardiopatia congênita. A família mora na comunidade Formosa, na zona rural de Teresina.

O Estado do Piauí não possui nenhum hospital que faça esse tipo de cirurgia, por isso as crianças piauienses que precisam desse procedimento entram em uma lista para Tratamento Fora de Domicílio (TDF), aguardando a abertura de uma vaga para a realização da cirurgia.

  • Foto: Arquivo PessoalÂngela Valentina Alves de Oliveira tem cardiopatiaÂngela Valentina Alves de Oliveira tem cardiopatia

A tia de Valentina, Maria do Socorro Oliveira explicou ao GP1 que o problema de saúde da criança só foi descoberto três dias após o seu nascimento na Maternidade Dona Evangelina Rosa, quando ela passou por alguns exames. Atualmente a mãe, Daniele da Silva Oliveira, e a bebê estão internadas, já que devido a situação clínica de Valentina, não podem sair da maternidade.

“Ela é um bebê cardiopata, ela tem uma anomalia, e está internada na maternidade. O médico me entregou toda a papelada para eu entrar no órgão do governo responsável por monitorar essas vagas. Ela precisa de uma cirurgia e lá me falaram que demora a abertura de uma vaga. Estamos procurando a mídia, para ver se chega a algum médico, algum centro de referência, pois ela precisa de uma cirurgia cardio corretiva. Me disseram que depois que tiver a vaga, o governo toma de conta com a locação”, explicou Maria do Socorro.

A família então pede ajuda para que Valentina tenha a oportunidade de fazer uma cirurgia. “Queremos essa vaga que ainda não tem. Desde que ela nasceu está internada, pois ela só descobriu essa cardiopatia três dias de nascida e a médica disse que ela não pode ter alta, pois a saturação dela fica baixando. Aqui no Piauí não tem o tratamento e existem duas crianças que estão na frente dela na lista. Então queremos que nos ajudem a conseguir essa cirurgia”, disse.

Contato

Para mais informações, é só entrar em contato com a tia de Valentina, Maria do Socorro, através do número (86) 98847-6546.

O que é cardiopatia congênita

A cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que descoberto no nascimento ou anos mais tarde.

Em bebês os sintomas são: cianose, que é a coloração roxa na ponta dos dedos ou nos lábios; suor excessivo; cansaço excessivo durante as mamadas; palidez e apatia; baixo peso e pouco apetite; respiração rápida e curta mesmo em repouso; e irritação.

O tratamento depende da gravidade. No caso mais leves, pode ser curada pelo próprio organismo com o passar do tempo, mas na maioria das vezes, as cardiopatias congênitas exigem o uso de medicamentos, cirurgia ou, nos casos mais graves, transplante cardíaco.

O que diz a Sesapi

A Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi) informou que Valentina está no sistema do TFD e que é necessário aguardar a vez dela na lista para que possa ser realizada a cirurgia. Segundo a Sesapi, não é permitida a divulgação de quantas crianças estão na frente de Valentina, mas destacou que quando chegar a vez dela, uma equipe do TFD vai acionar a família, mas não existe uma previsão para que isso aconteça.