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Familiares e amigos se despedem do jornalista Egídio Brito

De acordo com os amigos que estudaram e trabalharam com o jornalista, ele sempre foi determinado e alegrava a todos com quem convivia.

Andressa Martins
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
05/10/2019 11h17 - atualizado 11h30

O corpo do jornalista Egídio Braulio de Brito foi velado sob forte comoção neste sábado (5) na Funerária Pax União, na Avenida Miguel Rosa, na zona sul de Teresina. O jornalista faleceu na sexta-feira (4) vítima de um edema cerebral e insuficiência renal em decorrência de uma meningoencefalite viral. O sepultamento acontece às 16h no Cemitério Santa Cruz, no bairro Promorar.

Dentre as inúmeras qualidades que os amigos de Egídio Brito citaram do colega, a alegria foi uma unanimidade. De acordo com os amigos que estudaram e trabalharam com o jornalista, ele sempre foi determinado e alegrava a todos com quem convivia.

  • Foto: FacebookEgídio BritoEgídio Brito

O apresentador Dânio Sousa, que trabalhou com Egídio nas TVs Antena 10 e Meio Norte, disse emocionado que o jornalista deixou amigos em todos os lugares onde trabalhou. O último trabalho de Danio com Egídio foi a transmissão do Festival de Inverno de Pedro II, em junho deste ano.

“A característica do Egídio era essa, comum para todos. Ele passou por quatro emissoras de TV no Piauí, em todas elas ele deixou amigos. A gente não ouve falar que ele teve um mal estar porque a postura dele sempre foi a mesma, de alegria, descontração, bom humor, sempre brincar, mandar um WhatsApp”, declarou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Jornalista Dânio SousaJornalista Dânio Sousa

Alegria

A alegria de Egídio, segundo colegas, contagiava a todos. O Diretor de Programação da TV Meio Norte, Wrias Moura destacou a alegria e felicidade de Egídio Brito com os colegas.

“Como pessoa, sempre foi uma pessoa alegra, sorridente, esperançosa, otimista da vida e dos projetos pessoais e não tenho dúvidas de que ele vai deixar um legado no Piauí, tanto na área de comunicação pela profissão que ele exerceu com tanta competência, mas como pessoa que contagiou a todos”, disse.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Wrias MouraWrias Moura

Trajetória na TV

Wrias Moura contou que Egídio sempre foi muito determinado com seu sonho de ser repórter de televisão. Antes mesmo de iniciar no jornalismo, quando trabalhava em uma loja nacional, o jovem interpelava jornalistas da casa falando sobre o sonho de trabalhar na emissora.

“Nessa época ele entrou em contato comigo dizendo do sonho dele de estar na Meio Norte, referenciando tudo que ele já tinha visto na sua vida e a referência que ele tinha de Comunicação e demos essa primeira oportunidade para ele de estágio de produção, mas ele sempre dizia e era muito focado no objetivo de se tornar repórter de televisão”, contou Wrias.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Amigos e familiares se despedem de Egídio BritoAmigos e familiares se despedem de Egídio Brito

Grande profissional

Wrias também falou sobre a última grande reportagem produzida por Egídio, onde o jornalista explorou o litoral piauiense em uma série de reportagens. Wrias destacou a competência do profissional.

“Ele sempre foi de uma pessoa que buscava ser o melhor. Ele não era daquele sonhador que não sabia o que queria ou que não iria realizar da forma que ele realizou, com tanta competência, com tanta maestria. Ele conquistou esse objetivo pro mérito próprio, se tornou um grande profissional que realmente sabia fazer”, continuou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Jornalista Manoel JoséJornalista Manoel José

Respirava jornalismo

O jornalista Manoel José, que cursou Jornalismo com Egídio, disse que no início do curso ele já trabalhava com comunicação e era uma espécie de “referência” para a turma.

“Desde o começo ele era uma pessoa alegre e desde sempre ele era uma pessoa alegre. O sonho dele era fazer comunicação. Quando comecei no curso ele já trabalhava na área, então foi uma experiência diferente com um cara que já tinha aquele espaço na TV, era diferente da gente e que de certa forma sempre foi uma referência para nós”, contou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Velório do jornalista Egídio Brito Velório do jornalista Egídio Brito

Segundo Manoel José, que também teve a oportunidade de trabalhar com Egídio na TV Meio Norte, o jovem “respirava jornalismo”. “De manhã, tarde e noite ele respirava jornalismo. É uma pessoa que vai deixar uma lacuna muito grande para quem convivia com ele”, finalizou.

Início do problema de saúde

O gerente de operações da TV Meio Norte, José do Vale, contou ao GP1 que no início da semana passada Egídio se sentiu mal, tenho ido trabalhar apenas na segunda e terça-feira. Na quinta-feira (26) o jornalista pediu para que o cinegrafista Avelino Neto o levasse para um hospital.

“Na segunda e terça, últimos dias que ele trabalhou, estava tudo bem. Na quarta ele já não foi e o Avelino Neto (cinegrafista) disse que ele não estava se sentindo bem. Na quinta ele deu febre, o Avelino Neto me ligou dizendo que o Egídio tinha pedido para levar ele no médico porque ele estava sem carro e o pai dele não está podendo levar agora. Eu disse que sem problemas, ele levou na Urgência e depois foi para casa. Ele passou mal no dia seguinte, no amanhecer do dia”, contou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1José do ValeJosé do Vale

Do Vale contou ainda que desde que foram informados que Egídio estava em coma, o clima ficou triste entre os amigos. “Desde a primeira notícia que tivemos, de que ele passou mal, achávamos que iria ficar tudo bem. No sábado pela manhã que tivemos a notícia que ele estaria em coma e que só teria 1% de chance, ficamos muito tristes, o clima na Meio Norte ficou muito para baixo, ficamos sentidos porque já imaginava que poderia acontecer o pior. Sempre estávamos orando, pedindo a Deus que desse essa chance para ele. Não foi possível, Deus tem um propósito na vida das pessoas e não podemos discordar de Deus”, continuou.

Um cara fora de série

“Um cara fora de série”, foi assim que Do Vale recordou do amigo, com quem tinha convívio diário na TV Meio Norte. O gerente de operações também falou sobre a alegria contagiante do jornalista. “Ele era uma pessoa muito alegre, brincalhão. Não tinha tempo ruim. Aquilo que ele fazia, a gente sentia que ele fazia com gosto, com prazer. Era um cara fora de série”, finalizou.

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