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Fãs se despedem de Gugu na Assembleia Legislativa de São Paulo

Velório do apresentador foi aberto ao público ao meio-dia desta quinta-feira, 28; fila começou há dois dias e chuva não atrapalhou.

Por  Estadão Conteúdo
28/11/2019 16h04

Os fãs que compareceram na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, nesta quinta-feira, 28, para o velório de Gugu Liberato, não se deixaram abalar pela chuva moderada que cai por toda a cidade nesta manhã. Gugu morreu na sexta-feira, 22, aos 60 anos, vítima de um acidente doméstico em sua casa nos Estados Unidos.

Apesar dos portões só abrirem ao meio-dia, as primeiras pessoas da fila já apareceram há dois dias vindas de Juquiá. Esse é o caso de Saulo Duarte Soares, trabalhador autônomo que dormiu por dois dias seguidos na rua. "Gugu é um grande ídolo para mim, por isso vou ficar aqui até o dia do enterro".

Ele faz parte de uma multidão - até agora não calculada pela Polícia Militar de São Paulo ou pela CET -, que veio dar um último adeus para aquele que eles tinham como um grande ídolo.

Esse grande grupo é formado por pessoas de diferentes idades. Ana Carolina Bezerra Nunes, por exemplo, veio com o pai de 80 anos. A jovem de apenas 14, conta que sempre acompanhava o programa Canta Comigo, da Record. "Mas o que me fez ser fã do Gugu foi o quadro Lendas Urbanas. Ali estabelecemos uma ligação. Quando vi a notícia da morte, realmente chorei", diz.

O pai, emocionado com a ocasião, disse que este é o primeiro - e também o único -, velório de uma grande personalidade que ele acompanha de perto. "Fiz isso pelo Gugu e não faço por mais ninguém. Ele era alguém humilde e generoso, como nunca mais veremos na história da televisão".

"A ficha está começando a cair agora, a gente pensa que isso nunca vai acontecer, mas aconteceu. Depois de toda aquela fake news, aconteceu", disse Liminha, famoso assistente de palco de Gugu, sobre o boato que se espalhou no Twitter no começo deste mês. Chorando muito, ele se desculpou com os repórteres e rapidamente entrou no salão da Alesp.

Emocionado, o ex-Dominó Raphael Ilha foi uma das muitas pessoas que Gugu ajudou no começo da carreira. "Eu tinha um ídolo e esse ídolo virou meu empresário e uma referência de caráter. É um dos maiores apresentadores da historia da TV no Brasil",

"Não me passou pela cabeça a perda de Gugu. Quando soube da notícia, pensei que ele ia se recuperar. Foi a melhor pessoa com quem já gravei", disse o ex-diretor artístico da Record Vildomar Batista.

Ana Hickmann, amiga íntima do apresentador, se limitou a dizer "que o Brasil perdeu uma pessoa muito importante e que há pouco tempo começava a fazer parte da família Record". Já Celso Portiolli, que postou um vídeo emocionado no Instagram no dia do falecimento de Gugu, passou direto e preferiu não comentar o assunto.

O coronel Fabio Luis Pelegrini, da Polícia Militar de São Paulo disse que, a respeito da família, não vai fazer contagem oficial do público. Outras fontes afirmaram que a fila, que já dá a volta no quarteirão da Alesp, soma mais de mil pessoas.

Mas nem tudo é tristeza. O grupo formado por Ermelinda Vitar Silva e Maria José do Carmo aproveitou a ocasião para celebrar a alegria que o apresentador sempre trazia nas tardes de domingo. Com um violão, elas entoavam músicas religiosas a plenos pulmões. "Ele é alegria, simpatia e carisma, por isso não estamos chorando, mas sim, celebrando."

O governador de São Paulo, João Doria, compareceu ao velório do apresentador Gugu Liberato, amigo, segundo ele, de quatro décadas. "Foi um amigo com quem convivi por 38 anos, desde que começou na televisão. Era uma pessoa apaixonada, sincera, dedicada, amorosa, que confiava nas suas orações", disse. Segundo o governador, Gugu exercia sempre o bem, sem publicidade. Ele preferia ser discreto e fazia o bem de forma reservada. Ajudava pessoalmente com seu patrimônio, com seu prestígio, na televisão. Não pelo efeito da publicidade, fazia porque atendia o seu coração."

O corpo do apresentador chegou em Viracopos às 6h01 da manhã desta quinta, vindo direto de Orlando. Ele seguiu até a Alesp em um comboio simples, sem cortejo. Às 10:20, começou a cerimônia fechada apenas para familiares e amigos. O enterro, que acontece amanhã, 29, no Cemitério Gethsemani, também será aberto ao público.

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