Piauí

FIEPI realiza primeira pesquisa de Sondagem da Construção Civil

O segmento representa mais de 50% do PIB da indústria no Estado.

12/11/2020 17h17 - atualizado 17h17

A Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI) iniciou no mês de setembro acompanhamento dos indicadores da Construção Civil no Piauí por meio de pesquisas mensais, a exemplo do que já acontece com as indústrias extrativas e de transformação. O segmento representa mais de 50% do PIB da indústria no Estado.

“Iniciamos uma parceria com os sindicatos da indústria da construção civil para que possamos acompanhar de forma especifica esse setor que é um dos termômetros da economia. Estes indicadores ajudarão no processo de tomada de decisão dos empresários e também servirão de norte para que os governos adotem políticas públicas que possam ajudar a melhorar o setor”, explica o presidente da FIEPI, Zé Filho.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1FIEPI - Federação das Indústrias do Estado do Piauí FIEPI - Federação das Indústrias do Estado do Piauí

Por orientação do presidente da FIEPI, os dados foram apresentados pela equipe técnica em primeira mão ao presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Teresina, Francisco Reinaldo.

O presidente do Sinduscon Teresina enalteceu a iniciativa da FIEPI, que passará a gerar dados importantes para os empresários do segmento.
“É um avanço para nós que fazemos a construção civil no Estado e ajudará no planejamento dos nossos negócios e da economia do Piauí como um todo”, pontua Francisco Reinaldo.

Análise referente ao mês de setembro

Os indicadores da Construção Civil no Piauí de setembro apontam cautela da indústria em comparação ao Nordeste. Enquanto o nível de atividade igual ao usual apresentou o percentual de 36,1% no Nordeste, a construção civil estadual ficou em 30%.

Segundo o diretor de Assuntos Econômicos da FIEPI, Freitas Neto, analisando os dados, percebe-se que a evolução no número de empregados também foi percebida com cautela. A estabilidade nos empregos na região Nordeste manteve-se estável em 60,7%, enquanto essa estabilidade no Piauí ficou em 35%.

“Por outro lado, analisando o critério de aumento no número de empregados, o percentual ficou em 35%, cenário mais promissor que o do Nordeste no mesmo período, com 18,9%”, pontua Freitas Neto.

Avaliando as perspectivas para os próximos 6 meses, a Construção Civil do Piauí no mês de setembro tem se mostrado mais otimista que o resto do Nordeste. Se a perspectiva de aumento no nível de atividade para os próximos 6 meses medido no Nordeste é de 35,2%, no Piauí é medido em 55%.

Essa tendência local também é notada quando as compras de insumos e matérias-primas tem perspectivas de aumento de 55% para os próximos 6 meses, demonstrando mais otimismo em relação ao Nordeste (32,8%).

O bom sinal da Construção Civil do Estado é medido quando a perspectiva de aumento dos empregos para os próximos 6 meses fica acima dos 50 pontos no Piauí (55%). Já o Nordeste crê num cenário de aumento mais tímido, com expectativa de aumento de 34,4%.

O reflexo desse momento de retomada das atividades antes restringidas severamente pela pandemia é fortemente evidente quando a perspectiva para novos empreendimentos e serviços para os próximos 6 meses é medido com um aumento de 65% no Estado. Em números mais distantes, o Nordeste apresentou percentual inferior aos 50 pontos, com 37,7%.

As intenções de investimento para os próximos 6 meses, em que a indústria da construção civil provavelmente tem intenção de investir, é otimista em relação à região Nordeste. No Piauí esse percentual é medido em 45%; o Nordeste mostra-se mais cauteloso, com 34,4%.

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