Teresina - PI

Firmino Filho pagou R$ 23 milhões a empresário preso na Operação Topique

O empresário foi preso por participar de uma organização criminosa acusada de fraudar licitações e de desviar recursos públicos destinados à prestação de serviços de transporte escolar.

Gil Sobreira
Teresina
06/08/2018 08h53 - atualizado 08/08/2018 10h52

Preso pela Polícia Federal na denominada “Operação Topique”, o empresário Carlos Augusto Ribeiro de Alexandrino Filho, sócio da C2 Transportes e Locadora Eireli-EPP, vem recebendo milhões da Prefeitura de Teresina.

A empresa foi contratada pela Secretaria Municipal de Educação de Teresina para prestar serviços de locação de automóveis destinados ao transporte dos alunos e professores das zonas rural e urbana.

O contrato, firmado em 02 de março de 2017, previa a locação de 50 ônibus e 40 micro-ônibus.

  • Foto: Lucas Dias/GP1-DivulgaçãoFirmino Filho e Alexandrino FilhoFirmino Filho e Alexandrino Filho

PMT já pagou mais de R$ 23 milhões

Em 2017, o prefeito Firmino Filho pagou a empresa R$ 7.604.182,37 (sete milhões, seiscentos e quatro mil, cento e oitenta e dois reais e trinta e sete centavos) e em 2018 a cifra subiu para R$ 16.240.457,03 (dezesseis milhões, duzentos e quarenta mil, quatrocentos e cinquenta e sete reais e três centavos).

O total pago nos dois anos é de R$ 23.844.639,40 (vinte e três milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, seiscentos e trinta e nove reais e quarenta centavos).

Operação Topique

A Operação Topique desarticulou uma organização criminosa formada por várias empresas que são acusadas de fraudarem licitações e de desviarem recursos públicos destinados à prestação de serviços de transporte escolar ao Governo do Estado e Prefeituras Municipais no Piauí e no Maranhão, custeados pelos recursos do Programa de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

As empresas investigadas receberam, entre os anos de 2013 e 2017, em torno de R$ 297 milhões pagos por mais de 40 prefeituras municipais e pelo Governo do Piauí, envolvendo transporte escolar e locação de veículos. O valor do potencial prejuízo ao erário no período é superior a R$ 119 milhões. A operação contou com a atuação de 170 policiais federais e de 9 auditores da CGU.

Outro lado

O prefeito Firmino Filho não foi localizado pelo GP1.

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