Polícia

Gaeco deflagra 2ª fase da "Operação Águas de Março" no Piauí

Dois dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí foram cumpridos em Teresina e um em Monsenhor Gil.

Brunno Suênio
Teresina
29/01/2020 08h05 - atualizado 09h36

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Piauí deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (29) a segunda etapa da operação "Águas de Março", com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão contra alvos relacionados a fraudes em licitação no município de São Miguel da Baixa Grande.

Dois dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí foram cumpridos em Teresina e um em Monsenhor Gil.

O Ministério Público ressaltou “que as empresas construtoras praticavam operações com notas fiscais 'frias', realizando empenho e recebendo valores vultosos, mesmo não possuindo capacidade operacional para executar obras e qualquer tipo de serviço, além de possuírem quantidade ínfima de funcionários”, bem como justificou a necessidade de novos mandados de busca e apreensão para apuração de fatos novos que surgiram no decorrer das investigações, uma vez que os agentes investigados continuam na prática criminosa, provocando dano ao erário municipal.

Na primeira etapa da operação "Águas de Março", realizada em março de 2019, teve como alvo o prefeito e a Prefeitura Municipal de São Miguel da Baixa Grande, o prefeito de Manoel Emídio, e outras pessoas ligadas às empresas investigadas por fraude à licitação.

A execução dos mandados contou com o apoio da Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), Polícia Militar do Piauí e do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE).

NOTÍCIAS RELACIONADAS

TJ bloqueia bens de prefeitos alvos da Operação Águas de Março

Prefeitos são alvos da “Operação Águas de Março” do Gaeco no Piauí