Ribeirão Preto - SP

Gerente da Aegea é preso na operação Callichirusa da Polícia Federal

De acordo com a PF, os presos são suspeitos de pagamento de propina e lavagem de dinheiro desviado do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto, a partir de contratos fraudados com a Aegea.

Wanessa Gommes
Teresina
13/11/2018 19h15 - atualizado 19h16

Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira (13), nas regiões de Campinas e São Paulo, a operação Callichirusa, quinta fase da Operação Sevandija, que investiga fraude em licitações de R$ 203 milhões na prefeitura de Ribeirão Preto durante o governo da ex-prefeita Dárcy Veras.

Três pessoas foram presas e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.

Foram presos: André Teixeira, gerente financeiro da Aegea, Telma Regina Alves, namorada do ex-superintendente do Daerp, Marco Antônio dos Santos, que está preso na Penitenciária de Tremembé (SP) desde março de 2017, e Murilo Pires, apontado como laranja do esquema.

De acordo com nota divulgada pela PF os presos são suspeitos de pagamento de propina e lavagem de dinheiro desviado do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), a partir de contratos fraudados com a empresa Aegea Saneamento S.A., considerada a segunda maior empresa privada do setor de saneamento básico do país.

Aegea atua no Piauí

A Aegea Saneamento e Participações S/A foi a vencedora do processo de licitação dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgoto sanitário na área urbana de Teresina.

O contrato, firmado entre a Águas de Teresina e a Agespisa, tem duração de 30 anos e teve início em julho do ano passado. Os serviços serão fiscalizados pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete).

Investigação

A primeira fase da Operação Sevandija foi deflagrada em setembro de 2016 e mostrou que a Aegea Engenharia agiu em conjunto com o Daerp para fraudar processo licitatório de R$ 68,4 milhões para a realização de obras na rede de água de Ribeirão Preto em 2014. Com os aditivos do contrato, o serviço custou R$ 86 milhões.

Outro lado

A Aegea Engenharia divulgou em nota que está colaborando com as autoridades e que desconhece qualquer irregularidade. "Fomos informados que um funcionário foi detido durante a ação e a empresa está prestando toda assistência jurídica necessária", trecho do comunicado.