Saúde

Governador Ronaldo Caiado defende fechamento do comércio em Goiás

O gestor ressaltou que, apesar da orientação, cada prefeito tem autonomia para decidir qual medida adotará no combate ao coronavírus (covid-19).

Wanessa Gommes
Teresina
29/06/2020 15h53 - atualizado 17h42

O governador do Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou medidas mais rígidas para combater o coronavírus no estado. A orientação é que os prefeitos fechem o comércio por 14 dias. Nessa segunda-feira (29), ele vai publicar um decreto complementar definindo quais atividades devem parar.

O gestor ressaltou que, apesar da orientação, cada prefeito tem autonomia para decidir qual medida adotará no combate ao coronavírus (covid-19).

  • Foto: Reprodução/FacebookRonaldo CaiadoRonaldo Caiado

A declaração de Caiado foi dada após a Universidade Federal de Goiás (UFG) divulgar um novo estudo estimando um colapso hospitalar no mês de julho, com a necessidade de 2 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com o estudo, a previsão é de 18 mil mortes por covid-19 até setembro. A UFG então, propôs a estratégia chamada 14 por 14, ou seja, o comércio ficaria fechado 14 dias, e, posteriormente, 14 dias em funcionamento, até a estabilização dos casos de coronavírus.

Caiado não vai determinar a medida porque os municípios possuem autonomia para decidir sobre as regras de isolamento após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador ponderou que os prefeitos precisam rever as flexibilizações impostas e ofereceu apoio da polícia, caso eles queiram adotar o fechamento já a partir de terça-feira (30).

"Isso é imoral, desumano, eu não posso aceitar que haja omissão de autoridades. A responsabilidade é de todos nós. Cada prefeito e cada prefeita vai responder pelo caos nos seus municípios. Reflitam bem, analisam bem. Fornecerei as minhas polícias a todos os prefeitos que quiserem que haja cumprimento 14 por 14", afirmou.

Para a UFG, o ideal seria o fechamento completo, o chamado lockdown, para reduzir ao máximo a quantidade de óbitos. Mesmo assim, segundo a universidade, a estratégia 14 por 14 salvaria, em média, 9 mil vidas até setembro.

Casos

Conforme último boletim epidemiológico, divulgado no domingo (28), Goiás tinha mais de 22 mil casos confirmados de coronavírus, sendo 435 mortes.