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Governo dos EUA flexibilizará triagem de brasileiros em aeroportos

Em fevereiro, a administração americana impôs uma triagem rígida como requisito para viajantes de Brasil e outros países e passou a barrar a maioria dos cidadãos não americanos.

Por  Estadão Conteúdo
09/09/2020 21h06 - atualizado 21h19

Os Estados Unidos planejam flexibilizar a triagem de saúde de passageiros que chegam do Brasil, Europa, China e Irã. Não há sinais, no entanto, de que o governo americano irá derrubar a restrição de entrada da maioria dos passageiros que têm esses países como origem. A flexibilização deve apenas facilitar a entrada daqueles que já são exceção às regras do governo americano e podem entrar no país apesar das limitações de viagem, caso de residentes permanentes e portadores de tipos específicos de vistos diplomáticos.

A medida, divulgada pela agência Reuters e pelo site Yahoo News, deve derrubar a exigência de que os voos oriundos de países com alto número de casos de covid-19 sejam afunilados em apenas 15 aeroportos americanos para triagem médica. Os poucos passageiros que podem entrar nos EUA viajando desses países atualmente são submetidos a uma checagem básica de condições de saúde, com perguntas sobre sintomas relacionados à covid-19. Esse procedimento deve ser encerrado a partir de segunda-feira.

Segundo a Reuters, o documento preparado pela Casa Branca diz que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças está "mudando sua estratégia e priorizando outras medidas de saúde pública para reduzir o risco de transmissão de doenças relacionadas a viagens". Ainda de acordo com a agência de notícias, fontes do governo afirmaram que apenas 15 passageiros foram identificados com covid-19 dentre 675 mil passageiros submetidos à análise nos aeroportos.

Os EUA decidiram barrar a entrada de passageiros vindos da China em janeiro, em razão da pandemia de coronavírus. Em fevereiro, os EUA barraram as viagens do Irã e, em março, do espaço Schengen (europeus), Reino Unido e Irlanda. A restrição de entrada de passageiros vindos do Brasil foi imposta em 24 de maio.

Há passageiros, no entanto, que podem entrar nos EUA a qualquer momento, como americanos, residentes permanentes e estrangeiros que possuem visto diplomático. Esses casos devem ser beneficiados pela nova medida e dispensados da triagem na chegada ao país.

O governo americano vem sendo questionado sobre a manutenção da restrição de viagens de países que já dão sinais de estar em melhor condição que os EUA no controle da pandemia, como a China e parte dos europeus.

O Departamento de Estado têm argumentado que estuda a melhor forma de suavizar as restrições, mas a Europa ainda não liberou a entrada de viajantes vindos dos EUA. No caso da China, o bloqueio de viagens têm sido um dos principais pilares de campanha eleitoral do presidente Donald Trump, que argumenta que a situação da covid-19 seria pior no país caso ele não tivesse suspendido a entrada de viajantes chineses no início do ano.

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