Economia e Negócios

Governo Federal prevê aumento de 4,04% no salário mínimo para 2020

A projeção do Estado ocorre com base no percentual inflacionário de 2019. O pico máximo foi registrado em maio, com 4,03% - valor abaixo da meta central de 4,25% para o ano.

Jonas Carvalho
Teresina
13/11/2019 21h46 - atualizado 14/11/2019 08h49

Publicada no Diário Oficial da União, na manhã dessa terça-feira (12), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Governo Federal para o exercício do ano de 2020 prevê reajuste no salário mínimo conforme a inflação acumulada em 2019. Além disso, o documento sofreu vetos presidenciáveis com o corte de verbas direcionadas à ciência e tecnologia.

Atualmente, o salário mínimo do brasileiro está fixado em R$ 998,00. De acordo com os dados apresentados pelo Banco Central, a estimativa da inflação para o mês novembro chegou ao patamar de 3,31%, média superior ao percentual registrado no último mês, de 3,26% - a menor taxa em 2019 desde o início do governo Jair Bolsonaro.

Quanto a isso, o documento prevê reajuste salarial com base no teor inflacionário deste ano. Assim, o salário mínimo chegaria a pouco menos de R$ 1.040,00, aumento de 4,04% em relação ao ano anterior. A regra ainda não foi decidida como base para o cálculo do teto de ganho do trabalhador assalariado. O texto mantém reajuste à classe dos militares e servidores civis.

Embora a equipe econômica trabalhe com uma projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%, verbas destinadas por meio de emendas parlamentares foram vetadas pelo Governo.

Segundo o Senado Federal, projetos que visavam o destino de verbas à ciência e tecnologia, financiamento de medicamentos de alto custo e tratamento de doenças raras, inclusos no Anexo de Prioridades e Metas através do relator do projeto, o deputado federal Cacá Leão (PP/BA), foi alvo de veto do presidente Jair Bolsonaro.

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