Teresópolis - RJ

Gustavo Bebianno morre aos 56 anos vítima de infarto

Bebianno estava em casa com seu filho quando se sentiu mal, por volta das 4h. Ao ir ao banheiro tomar um remédio, ele desmaiou. Foi levado a um hospital e não resistiu.

Por  Estadão Conteúdo
14/03/2020 07h32 - atualizado 09h36

O ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, morreu aos 56 anos na madrugada deste sábado, 14, em Teresópolis, no Rio de Janeiro. A informação é do presidente estadual do PSDB Paulo Marinho. Segundo ele, Bebianno estava em um sítio com seu filho quando se sentiu mal, por volta das 4h. Segundo o tucano, teria sido um 'infarto fulminante'.

Bebianno foi levado para um hospital da cidade, onde morreu. Ainda não há informações sobre o velório. O tucano foi coordenador da campanha de Jair Bolsonaro em 2018. O advogado se aproximou do presidente no início de 2017 e atuou como coordenador da campanha. Ele se tornou presidente nacional do PSL quando Bolsonaro ingressou no partido.

  • Foto: Wilton Junior/Estadão ConteúdoGustavo Bebianno Gustavo Bebianno

“A cidade do Rio perdeu um candidato que iria enriquecer o debate eleitoral, e eu perdi um irmão. O Gustavo morreu de tristeza por tudo que ele passou. Agora é hora de confortar a esposa, os filhos e os amigos”, disse Paulo Marinho.

Em nota divulgada no Twitter, o PSDB/RJ lamentou a morte do ex-ministro na madrugada deste sábado. "O Brasil perde hoje um grande homem, que muito fez pelo País. Sempre será motivo de orgulho para o PSDB/RJ ter a passagem de Gustavo Bebianno registrada em sua história".

O governador de São Paulo João Doria também lamentou na rede social. "Com profundo pesar recebi a notícia da morte de Gustavo Bebianno. Seu falecimento surpreende a todos. O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor".

Relação com PSL e Bolsonaro

O advogado se aproximou de Jair Bolsonaro no início de 2017 e atuou como coordenador da campanha a presidente. Após a eleição, Bebianno foi indicado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência. Alvo de críticas do filho do presidente desde o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e a ala ligada ao grupo do guru Olavo de Carvalho, ele deixou o governo em 18 de fevereiro.

Após deixar o governo, Bebianno passou uma temporada nos Estados Unidos. Na volta ao Brasil, se aproximou do governador de São Paulo, João Doria, para quem vinha prestando consultoria. Filiado ao PSDB, ele chegou a confirmar sua pré-candidatura a prefeitura do Rio no início do mês.

“Gustavo era uma irmão querido. Uma alma boa, um líder inspirador. O Rio de Janeiro e o Brasil perdem um grande homem. O nome dele sempre estará na história do nosso país”, disse o empresário Marcos Aurélio Carvalho, dona da AM4, empresa que atuou na campanha de Bolsonaro.

Bebianno era casado com a advogada Renata Bebianno e pai de dois filhos, João e Maria Amélia. Ele será enterrado em Teresópolis, na Região Serrana fluminense.

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