Polícia

IML localiza projétil em corpo carbonizado em José de Freitas

De acordo com Antônio Nunes, o projétil foi localizado na nuca e até o momento não é possível identificar qual tipo de arma de fogo foi utilizada para cometer o crime.

Brunno Suênio
Teresina
01/02/2019 20h13 - atualizado 20h13

O diretor do Instituto de Medicinal Legal (IML), Antônio Nunes, afirmou que foi localizado um projétil de arma de fogo no corpo encontrado carbonizado no porta-malas de um veículo na PI 133, na cidade de José de Freitas, na última quarta-feira (30).

De acordo com Antônio Nunes, o projétil foi localizado na nuca e até o momento não é possível identificar qual tipo de arma de fogo foi utilizada para cometer o crime. O trabalho pericial já pôde definir que a vítima foi morta e, posteriormente, teve o corpo incendiado no veículo, que ficou totalmente destruído.

“O corpo está extremamente danificado, sem as pernas, apenas com pedaços da coxa, partes dos punhos e das mãos não existe mais por ação do fogo. O que poderia ser feito era a comparação dentária, mas ficaram cinco ou seis dentes, mas não era possível fazer a comparação. Ao se começar a retirar essa pele queimada encontramos um orifício na região da nuca e havia projétil na cabeça, no meio do cérebro. Então mesmo tendo toda essa dificuldade é muito difícil esconder alguma coisa da perícia”, explicou.
Identificação por DNA

O diretor do IML reforçou a informação que será necessário realizar um exame de DNA para conseguir identificar o corpo, que uma família afirma se tratar de Leonardo Lima da Silva. Por conta disso, o material genético de algumas pessoas já foi colhido e agora o próximo passo é aguardar a disponibilidade dos institutos dos estados do Maranhão ou de Pernambuco para fazer o exame.

Investigações

Em entrevista ao GP1, na tarde desta quinta-feira (31), o Gerente de Policiamento Metropolitano da Polícia Civil do Piauí, delegado Sebastião Alencar, afirmou que já foi instaurado um inquérito para investigar o crime e que há duas equipes, coordenadas pelo delegado Divanilson Sena, realizando diligências na região onde o carro foi localizado com o corpo.

“Nós estamos na fase de fazer a devida identificação da pessoa, por que existe uma família reclamando, pois supostamente teria reconhecido a vítima pelo colar, mas precisamos de mais detalhes. O IML está procedendo aos exames e nós estamos com todas as equipes de investigação tentando identificar testemunhas, o trajeto do veículo e saber se as pessoas que cometeram esse crime circularam nessa região. Então há um processo de investigação em curso e vamos precisar de mais alguns dias para tentar elucidar esse fato”, explicou.

Ainda de acordo com o delegado Sebastião Alencar, “embora exista uma família reclamando o corpo faz-se necessário um exame de DNA para ter a certeza que e a pessoa que a família está reclamando”, frisou. Outras questões já foram levantadas e o delegado antecipou que os investigadores estão atuando com discrição. “Nós temos informações que o caso pode ter correlação com outros fatos e nós estamos com duas equipes de investigação na área para poder elucidar isso. Nós precisamos de sigilo até para convencer algumas pessoas a testemunhar, pois se trata de um crime de certa monstruosidade, que é o vilipêndio de um cadáver”, finalizou o delegado.

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