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Incêndio atinge 600 casas em Manaus e deixa 4 feridos

Cerca de 500 famílias ficaram desabrigadas; prefeito lamentou o ocorrido e disse que assinará um decreto de calamidade pública.

Por  Estadão Conteúdo
18/12/2018 09h13 - atualizado 09h21

Um incêndio de grandes proporções atingiu cerca de 600 casas de madeira no bairro de Educandos, zona sul de Manaus, na noite desta segunda-feira, 17. A estimativa é da Defesa Civil da capital amazonense. O fogo teve início por volta das 21h e ao menos quatro pessoas ficaram feridas. Uma delas foi encaminhada ao hospital e pronto-socorro 28 de Agosto, em Adrianópolis. Até o momento, não há registro de mortes.

Por volta das 3h, dezenas de viaturas do Corpo de Bombeiros ainda trabalhavam no combate às chamas. Muitas das residências estão localizadas próximas ao Rio Negro. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

  • Foto: Edmar Barros/Futura Press/Estadão ConteúdoMorador tenta apagar incêndio que atingiu 600 casas em ManausMorador tenta apagar incêndio que atingiu 600 casas em Manaus

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), lamentou o ocorrido e afirmou que irá declarar estado de emergência. "Toda a Prefeitura estará à disposição das vítimas da tragédia enquanto o problema durar", disse ele em sua conta no Twitter.

No fim da noite, a Prefeitura anunciou uma força-tarefa para atender às vítimas. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Defesa Civil, Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manautrans), Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e Fundo Manaus Solidária prestaram atendimento às pessoas prejudicadas pelo incêndio.

Duas escolas e um centro social foram colocados à disposição dos desabrigados. Todos os acessos para o bairro de Educandos foram interditados.

Calamidade pública

Virgílio Neto e sua mulher e presidente do Fundo Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko Ribeiro, estiveram nas primeiras horas desta terça-feira, 18, na área atingida pelo incêndio. "Irei assinar um decreto de calamidade pública para comprar com agilidade, sem a necessidade do burocrático processo de licitação, tudo o que for necessário neste momento para ajudar estas famílias que perderam o pouco que tinham", disse ele.

O prefeito também destacou as doações feitas às famílias. "O que for possível e estiver dentro das nossas forças será feito para mitigar o sofrimento dessas pessoas." De acordo com dados da Prefeitura de Manaus, ao menos 500 famílias ficaram desabrigadas.

Elisabeth pediu à sociedade que se mobilize. "Estamos aqui prontos para receber doações de roupas, sapatos, remédios, colchões. Tudo é muito bem-vindo numa situação como essa."

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