Teresina - PI

Joaquim do Arroz vai deixar o PRP para continuar na oposição

“Depois de muita análise, eu vi que estou sendo um estranho no ninho [do PRP]", afirmou o vereador.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Germana Chaves
Teresina
24/04/2019 11h16 - atualizado 11h23

O vereador de Teresina Joaquim do Arroz afirmou nesta quarta-feira (24) que irá deixar o PRP, pois pretende continuar na oposição ao prefeito Firmino Filho (PSDB). O PRP não cumpriu com a cláusula de barreira e para não perder o fundo partidário, vai fazer uma fusão com o Patriota. Joaquim do Arroz explicou que os dois partidos são favoráveis a gestão de Firmino Filho e que por isso decidiu se desfiliar, já que pretende permanecer na oposição.

“Depois de muita análise, eu vi que estou sendo um estranho no ninho [do PRP]. Tem três vereadores, dois estão na base do prefeito. O Patriota que é um partido que está sendo coligado, também é todo na base do prefeito. Então eu vi que com essa fusão entre PRP e Patriota eu vou atrapalhar o partido. Eu não quero atrapalhar a vida de ninguém e tomei essa posição”, explicou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Joaquim do ArrozJoaquim do Arroz

O parlamentar afirmou que ficará um tempo sem partido. “Liberação jurídica para me filiar eu tenho, já que eu partido não cumpriu a cláusula, mas eu acho que a situação ainda está muito imatura para uma escolha de um partido agora”, destacou.

Joaquim do Arroz já foi convidado por João Vicente Claudino para se filiar ao PTB, mas ele declarou que não irá tomar uma decisão agora, pois pretende aguardar como o partido irá se comportar na eleição do próximo ano. “Conversar com o João Vicente não é só um ato político, mas de amizade. Eu gosto muito dele, mas também tem que ver qual o alinhamento político dele, ver se ele vai ser candidato mesmo, então prefiro aguardar. Vou continuar na oposição, Teresina precisa disso”, disse o vereador.

Ele também disse que seria possível uma filiação no MDB. “Poderia ser, lido bem com o Jeová que será um candidato a vereador pelo MDB, como ele já deixou claro. Tem o meu deputado estadual Zé Santana, que é um homem bem relacionado no partido, me dou muito bem com o senador [Marcelo Castro], o Themístocles é uma pessoa que me recebe muito bem, então no MDB eu não teria dificuldade”, finalizou.