Teresina - PI

Jornalista passa momentos de terror em elevador do Hospital Unimed

“A sensação de ficar presa no elevador é a pior possível porque a gente não sabe a quem recorrer, principalmente quando você está dentro de um elevador aparentemente velho", descreveu Joana D'Arc.

Andressa Martins
Teresina
09/01/2020 17h41 - atualizado 18h11

A jornalista e professora Joana D’Arc passou por momentos de terror ao ficar presa em um elevador do Hospital Unimed. O fato aconteceu na manhã desta quinta-feira (9) no prédio da unidade do bairro Ilhotas, no Centro Sul de Teresina.

Joana D’Arc foi ao hospital realizar uma ultrassonografia de abdômen e quando estava saindo da unidade médica, entrou no elevador que emperrou. Foram 15 minutos de tensão até que funcionários do hospital chegassem. Os momentos de terror foram contados durante entrevista ao GP1.

“A sensação de ficar presa no elevador é a pior possível porque a gente não sabe a quem recorrer, principalmente quando você está dentro de um elevador aparentemente velho, um elevador que você não sabe qual é o botão que você aperta para pedir socorro e no momento eu apertava todos os botões e não iam para frente e nem para trás pois nenhum estava funcionando. É desesperador, não quero que isso aconteça com ninguém”, contou.

Durante o tempo que ficou presa ao elevador, Joana D’Arc disse que gritou, mas não foi ouvida e decidiu então ligar para a recepção do hospital para pedir ajuda. A ligação também não deu certo e Joana então ligou para familiares.

“Eu tinha a sensação que ia morrer dentro do elevador. Eu gritava, eu batia na porta, escutava pessoas falando pelo lado de fora, mas é como se do lado de fora as pessoas não me escutassem. É uma sensação muito ruim, desesperadora mesmo. A gente só pensa que vai morrer sozinha ali”, continuou.

Foi quando uma mulher que tentava pegar o elevador percebeu que havia alguém preso e chamou os funcionários responsáveis pela manutenção do elevador. A jornalista também ficou revoltada ao ser retirada do elevador, já que o funcionário disse que poderia haver um acidente maior.

“Dois funcionários da manutenção abriram o elevador de forma manual e quando um abriu o elevador dava para perceber que o elevador não estava plano. O outro não sabia como agir e olhou para mim e disse ‘a senhora sai rápido porque se ele voltar ele vai descer ao S1 e S2 com velocidade’”, finalizou.

Outro lado

O GP1 entrou em contato com a assessoria da Unimed, que ficou de encaminhar um posicionamento em relação ao ocorrido, o que não ocorreu até a publicação desta matéria.

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