Teresina - PI

Juiz nega liberdade a acusado de matar funcionário do Carvalho

A decisão do juiz de direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Antônio Reis de Jesus Nolêtto, é de 19 de dezembro.

Brunno Suênio
Teresina
29/12/2017 07h07 - atualizado 30/04/2019 08h40

O juiz de direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Antônio Reis de Jesus Nolêtto, negou pedido de liberdade feito por Dorival Ferreira de Almeida acusado de matar o funcionário do Comercial Carvalho Sidivaldo Bacelar Soares. A decisão é de 19 de dezembro.

A defesa alegou inexistência dos requisitos para a decretação da prisão preventiva. Afirmou ainda que Dorival possui residência fixa, trabalho definido, é primário e possui bons antecedentes.

  • Foto: Divulgação/Polícia CivilDorival Ferreira de AlmeidaDorival Ferreira de Almeida

O Ministério Público se manifestou pelo indeferimento do pedido por persistirem os requisitos autorizadores da manutenção da custódia.

Para o magistrado, ao ser colocado em liberdade, o acusado incidiria na chance de, a qualquer momento, perturbar a paz social, colocando em risco a ordem pública. “(...) indefiro o pleito de Dorival Ferreira de Almeida por permanecerem intactas as circunstâncias que ensejaram a decretação da prisão preventiva, restando demonstrados os requisitos autorizadores da custódia cautelar no art. 312 do CPP”, decidiu o juiz.

A audiência de instrução e julgamento está marcada para o dia 11 de janeiro de 2018, às 10h30.

Relembre o caso

Sidivaldo, de 38 anos, foi assassinado com quatro tiros, na tarde de 17 de julho deste ano, dentro do Comercial Carvalho da Avenida Joaquim Nelson, no bairro Dirceu, em Teresina, onde trabalhava como encarregado de loja.

  • Foto: Facebook/Sidivaldo BacelarSidivaldo morreu dentro do Comercial Carvalho da Joaquim NelsonSidivaldo morreu dentro do Comercial Carvalho da Joaquim Nelson

Com o auxílio de um vídeo gravado pelas câmeras de segurança no momento da ação, a polícia conseguiu identificar o auto do crime como sendo Dorival Ferreira de Almeida.

O crime foi passional, pois Sidivaldo estava se relacionando com a ex-companheira de Dorival. Dorival foi preso dez dias depois do crime após prestar depoimento na delegacia.