Teresina - PI

Julgamento de envolvido na morte do cabo Claudemir é adiado

O advogado de Igor de Sousa Andrade, Arnaldo Silva, apresentou um atestado médico alegando estar com problemas de saúde.

Laura Moura
Teresina
Bárbara Rodrigues
Teresina
17/06/2019 11h21 - atualizado 11h36

O julgamento de Igor de Sousa Andrade, acusado de participar do assassinato do cabo Claudemir de Paula Sousa, ocorrido em dezembro de 2016, foi adiado. A sessão iria ocorrer na manhã desta segunda-feira (17), mas foi cancelada devido ao fato do não comparecimento do advogado do réu, Arnaldo Silva.

O jurista apresentou um atestado médico onde alega estar com problemas de saúde. Desse modo, o julgamento foi adiado para o dia 28 de junho, visto que a audiência não poderia ocorrer sem a presença da defesa. A sessão seria presidida pelo juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto e o promotor de Justiça João Malato Neto seria o representante do Ministério Público do Estado do Piauí.

  • Foto: Facebook/Claudemir SousaClaudemir Sousa Claudemir Sousa

O acusado

Igor de Sousa Andrade foi apontado pelo Ministério Público como o responsável para ceder aos assassinados as armas de fogo e o carro, modelo Fiat Uno Vivace, que possuía placa adulterada e que havia sido roubado no ano de 2015. O indivíduo vai a julgamento pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, roubo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Entenda o caso

O cabo Claudemir Sousa, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar, foi morto com vários tiros, no dia 6 de dezembro de 2016, na porta de uma academia na avenida principal do bairro Saci, zona sul de Teresina. Uma câmera de segurança da academia flagrou o momento em que o policial foi surpreendido por um criminoso.

Horas após o assassinato, cinco pessoas foram presas acusadas de terem arquitetado e executado o crime, dentre essas, um funcionário da Infraero acusado de ser o mandate do assassinato, e também um taxista, que foi o responsável por agenciar quatro homens para matar o policial militar. Na tarde do mesmo dia foi preso Flávio Willames, que havia saído há dois meses do Complexo de Pedrinhas, em São Luís-MA.

Em janeiro de 2017, o promotor Régis de Moraes Marinho denunciou oito acusados da morte do policial: Maria Ocionira Barbosa de Sousa (ex-diretora administrativa do Hospital Areolino de Abreu), Leonardo Ferreira Lima (ex-funcionário da Infraero), Francisco Luan, Thaís Monait Neris de Oliveira, Igor Andrade Sousa, José Roberto Leal da Silva (taxista), Flávio Willame da Silva e Weslley Marlon Silva.

No dia 12 de junho de 2017, o juiz ouviu as testemunhas no caso. No dia 30 de junho, os acusados de envolvimento na morte do cabo Claudemir de Sousa mudaram o discurso e negaram que tenham feito parte do plano para acabar com a vida do oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Piauí.

Em janeiro de 2018, o juiz de direito Antônio Reis Nollêto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou todos os oito envolvidos no assassinato do cabo Claudemir Sousa e revogou as prisões dos acusados.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Acusado de participar da morte do cabo Claudemir será julgado hoje

Marcado Júri Popular de envolvido na morte do cabo Claudemir Sousa

Acusado de executar cabo Claudemir de Sousa morre no HUT