Teresina - PI

Julgamento de envolvido na morte do cabo Claudemir é novamente adiado

Essa já é a segunda vez que acontece o cancelamento da audiência. Inicialmente, o julgamento iria ocorrer no dia 17 de junho de 2019.

Laura Moura
Teresina
Jonas Carvalho
Teresina
28/06/2019 10h57 - atualizado 11h08

O julgamento de Igor de Sousa Andrade, acusado de participar do assassinato do cabo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Claudemir de Paula Sousa, foi novamente adiado na manhã desta sexta-feira (28). Essa já é a segunda vez que acontece o cancelamento da audiência. Inicialmente, o julgamento iria ocorrer no dia 17 de junho de 2019.

A sessão iria ser presidida pelo juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto. Porém, o magistrado informou ao GP1 que, como houve uma troca na defesa, o novo advogado alegou que ainda não estudou o caso.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Juiz Antônio Reis de Jesus NollêtoJuiz Antônio Reis de Jesus Nollêto

“O Igor tirou os poderes do advogado anterior e constituiu um outro advogado que, como não conhecia o processo, visto que recebeu ontem, pediu o adiamento para estudar o processo. Então, nós iremos fazer o julgamento do Igor, provavelmente, em agosto deste ano”, comentou.

Entenda o caso

O cabo Claudemir Sousa, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar, foi morto com vários tiros, no dia 6 de dezembro de 2016, na porta de uma academia na avenida principal do bairro Saci, zona sul de Teresina. Uma câmera de segurança da academia flagrou o momento em que o policial foi surpreendido por um criminoso.

  • Foto: Facebook/Claudemir SousaCabo Claudemir foi morto em dezembro de 2016Cabo Claudemir foi morto em dezembro de 2016

Horas após o assassinato, cinco pessoas foram presas acusadas de terem arquitetado e executado o crime, dentre essas, um funcionário da Infraero acusado de ser o mandate do assassinato, e também um taxista, que foi o responsável por agenciar quatro homens para matar o policial militar. Na tarde do mesmo dia foi preso Flávio Willames, que havia saído há dois meses do Complexo de Pedrinhas, em São Luís-MA.

Em janeiro de 2017, o promotor Régis de Moraes Marinho denunciou oito acusados da morte do policial: Maria Ocionira Barbosa de Sousa (ex-diretora administrativa do Hospital Areolino de Abreu), Leonardo Ferreira Lima (ex-funcionário da Infraero), Francisco Luan, Thaís Monait Neris de Oliveira, Igor Andrade Sousa, José Roberto Leal da Silva (taxista), Flávio Willame da Silva e Weslley Marlon Silva.

No dia 12 de junho de 2017, o juiz ouviu as testemunhas no caso. No dia 30 de junho, os acusados de envolvimento na morte do cabo Claudemir de Sousa mudaram o discurso e negaram que tenham feito parte do plano para acabar com a vida do oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Piauí.

Em janeiro de 2018, o juiz de direito Antônio Reis Nollêto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou todos os oito envolvidos no assassinato do cabo Claudemir Sousa e revogou as prisões dos acusados.

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