Paulistana - PI

Justiça Eleitoral condena prefeito Didiu a pagar multa de R$ 32 mil

Didiu e Carlos de Liberato foram acusados de conduta vedada e captação ilícita de sufrágio, além do abuso do poder político e econômico durante todo período eleitoral.

Gil Sobreira
Teresina
Andressa Martins
Teresina
03/07/2018 11h51 - atualizado 14h10

A juíza Tallita Cruz Sampaio, da 38ª Zona Eleitoral, julgou parcialmente procedente ação de investigação judicial eleitoral –AIJE proposta pela Coligação “Por Amor a Paulistana” e condenou o prefeito Gilberto José de Melo (PSB), mais conhecido como “Didiu” e o vice-prefeito Carlos de Sousa Rodrigues (PT), mais conhecido como “Carlos de Liberato”, ao pagamento de multa individual no valor de 10.000 UFIR, o equivalente a R$ 32.900,00 (trinta e dois mil e novecentos reais). A sentença foi dada no dia 28 de junho de 2018.

Didiu e Carlos de Liberato foram acusados de conduta vedada e captação ilícita de sufrágio, além do abuso do poder político e econômico durante todo período eleitoral.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Didiu, Prefeito de PaulistanaDidiu, Prefeito de Paulistana

A juíza não cassou os mandatos de Didiu e Carlos de Liberato por entender que nem toda conduta vedada e abuso do poder político acarretam a automática cassação de registro ou de diploma “competindo a Justiça Eleitoral exercer um juízo de proporcionalidade entre a conduta praticada e a sanção imposta”.

Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.

Outro lado

Procurado pelo GP1 nesta terça-feira (3), o prefeito Didiu afirmou que a assessoria jurídica vai recorrer da decisão. O prefeito espera pagar “uma multa menor” e justificou que a multa se deu por conta de um portão que ele doou a uma associação de apicultores antes do período eleitoral.

“Temos uma metalúrgica da prefeitura que nós fazemos muitos portões das escolas, enfim, para sair mais barato, a gente tem essa metalúrgica que eu montei. Então eu me comprometi em uma associação de apicultores que eles fizeram o pedido, por conta de um transtorno com a Transnordestina, que acabaram com a casa do mel deles e precisou fazer uma nova. Eu fui convidado a uma reunião nessa associação, até de uma comunidade quilombola, muito pobre e eles me fizeram muitos pedidos. Para que eu ajudasse a trocar portas, portão, muitas coisas. Eu disse que ia analisar e ia ver com o que eu poderia ajudar. Não era nada de política e era antes do período eleitoral. Então fui analisar e disse que só podia servir com algumas coisas: um portão, que foi exatamente dessa confusão e mandei confeccionar, esqueci e ficou para lá”, afirmou o prefeito.

“Certo que dentro de uma associação dessas tem gente de tudo quanto é jeito. Usaram de má fé, foram na oficina, na metalúrgica da prefeitura e nos últimos dias [do período eleitoral] o rapaz que estava lá entregou o portão. Eu não tinha conhecimento, só tive conhecimento depois. É uma coisa irrisória. Eles [oposição] colocaram várias ações bestas e nada disso eu tinha medo”, concluiu Didiu.