Piauí

Justiça Federal adia interrogatório do empresário Júnior da Luauto

O empresário alegou que estava de viagem marcada e passagens compradas antes de sua intimação, comprovando através de documentos juntados aos autos.

Gil Sobreira
Teresina
09/09/2019 09h29 - atualizado 09h39
  • Foto: DivulgaçãoJúnior da LuautoJúnior da Luauto

O juiz Agliberto Gomes Machado, da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, deferiu pedido feito pelo empresário Antônio Luiz Ramos de Resende Júnior, o conhecido “Júnior da Luauto”, e adiou seu interrogatório marcado para a próxima sexta-feira (13).

O empresário alegou que estava de viagem marcada e passagens compradas antes de sua intimação, comprovando através de documentos juntados aos autos.

A decisão foi dada na última sexta-feira (06).

Empresário á acusado de conluio em licitação

Júnior da Luauto é réu em ação civil de improbidade administrativa ajuizada pela Advocacia Geral da União acusado de conluio em licitação

De acordo com a denúncia ajuizada em 2009, empresas teriam agido em conluio com os membros da Comissão de Licitação do Município de Angical do Piauí, com a aquiescência da Prefeita Municipal à época, para fraudarem a licitação da compra de uma ambulância, tendo, para tanto, combinado quem seria o vencedor, em total afronta ao caráter competitivo do certame licitatório, com isso trazendo prejuízo para a União, eis que as verbas para tal aquisição advieram do Ministério da Saúde.

“No caso, tenho que o material ofertado pela AGU sinaliza a “aparência de improbidade”, notadamente ante o Relatório da Controladoria Geral da União - CGU que apontara a suposta simulação de licitação com vistas a privilegiar uma das empresas que alegadamente teria participado de tal certame, suspeita esta reforçada pela informação prestada por um dos réus no sentido de que sua empresa, tida como uma das três participantes da licitação questionada, não teria enviado qualquer representante para tal evento, tampouco enviado a documentação exigida”, afirma o juiz na decisão que recebeu a denúncia, em 17 de julho de 2017.

Também são réus na ação a ex-prefeita de Angical, Claudete de Sousa Santos Ferreira; Domingos Edson Alves da Cruz, Antônio Gomes Viana Filho e Júlio César Ribeiro de Almeida e as empresas Luauto Car Ltda, Noronha Veículos e Águia Veículos.