Teresina - PI

Justiça mantém prisão de acusado de mandar matar ex-namorada no Promorar

O relator da decisão foi o desembargador Erivan Lopes. Nos autos foi destacado que o crime foi realizado por motivo fútil, pois o acusado estava insatisfeito com o término de um relacionamento.

Davi Fernandes
Teresina
19/07/2020 19h01 - atualizado 19h04

O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), desembargador Haroldo Oliveira Rehem, negou recurso em sentido estrito e manteve a prisão de José Lima Chagas, acusado de mandar matar a ex-namorada, a jovem Karoline dos Santos Silva. Ela foi assassinada a tiros na frente do Hospital do bairro Promorar, na zona sul de Teresina, no dia 18 de julho de 2017. A decisão foi dada no último dia 4 de julho deste ano.

O relator do recurso foi o desembargador Erivan José da Silva Lopes. Nos autos foi destacado que o crime foi realizado por motivo fútil, pois o acusado estava insatisfeito com o término de um relacionamento que teve com a vítima.

  • Foto: Facebook/Karoline dos SantosKaroline dos SantosKaroline dos Santos

“A qualificadora do motivo fútil restou fundamentada no fato de existirem indícios de que o crime teria ocorrido por insatisfação pelo término do namoro do recorrente com a vítima; a qualificadora do perigo comum em razão dos disparos terem ocorrido em via pública, com circulação de várias pessoas; a qualificadora do feminicídio por ter sido praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, em contexto de violência doméstica familiar, atribuída ao acusado. Sendo assim, as qualificadoras descritas na decisão de pronúncia devem ser mantidas, a fim de que sejam apreciadas pelo Tribunal do Júri”, apontou.

O assassinato

Karoline Santos Silva, 23 anos, foi baleada na frente do Hospital do Promorar no dia 18 de julho de 2017 e veio a óbito cinco dias depois no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde ficou internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Identificação dos suspeitos

Em entrevista ao GP1 na época do crime, o então comandante da Companhia Independente de Policiamento do Promorar, capitão Paulo Silas, informou que conversou com a vítima no dia seguinte ao fato, e ela relatou que estava sofrendo ameaças de um homem identificado como David, mais conhecido como ‘Deivinho’.

“Eu tive contato com ela, já tinha feito as cirurgias, eu fui até lá [HUT] e ela confirmou a mesma história que eu já sabia, [que os disparos foram em retaliação, pois havia uma rixa do acusado com seu namorado]. Nós mostramos a foto do indivíduo que efetuou os disparos e ela confirmou também”, ressaltou.

Prisão do mandante

A Polícia Civil do Piauí prendeu José Lima Chagas, mais conhecido como Gordete, acusado de ser o mandante do assassinato da jovem Karoline dos Santos Silva, sua ex-namorada.

De acordo com o delegado Danúbio Dias, José Lima teria encomendado a morte de Karoline por não aceitar o fim do relacionamento. “A acusação que pesa sobre ele é que ele seria o suposto mandante do crime. A hipótese levantada é que ele não aceitava o fim do relacionamento com a jovem e ela vivia sob constantes ameaças dele, há diversos relatos sobre ameaças de violência e de morte por parte dele”, declarou.

Gordete foi preso em sua residência, quando se encontrava ingerindo bebida alcóolica na companhia de outras pessoas, que foram conduzidas à Central de Flagrantes para prestarem esclarecimentos. Ainda segundo o delegado, Gordete também é acusado do crime de tráfico de entorpecentes. “Ele é apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na zona sul de Teresina, já foi preso outras vezes e responde por homicídio. Foi preso hoje em sua casa. Nós, em posse de mandado de busca, quando chegamos encontramos ele bebendo, ao seu lado estava uma pistola 380 carregada e municiada, além da pistola tinha outros três carregadores cheios”, informou.

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