Teresina - PI

Justiça marca julgamento de PM acusado de matar homem em Teresina

A denúncia contra Bruno Cardoso Guedes da Silva foi recebida em março de 2018, pelo juiz de direito Antônio Reis de Jesus Nolêtto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Davi Fernandes
Teresina
29/01/2020 06h06 - atualizado 07h19

A 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina marcou para o dia 2 de abril, às 7h30, a audiência de instrução e julgamento do policial militar do Maranhão, Bruno Cardoso Guedes da Silva, acusado de assassinar Anderson Oliveira Sousa a tiros, no dia 8 de janeiro de 2016, no Povoado Taboca do Pau Ferrado, em frente a Fazenda Real, na zona rural de Teresina.

Em março de 2018, o juiz de direito Antônio Reis de Jesus Nolêtto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, recebeu denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) contra Bruno Cardoso Guedes da Silva.

Na decisão, o juiz destacou que “ficou demonstrada a justa causa para a deflagração da ação penal, uma vez que se encontram presentes a prova da materialidade do fato, pelo laudo cadavérico da vítima, recognição visuográfica de local de crime e indícios de autoria/participação atribuída ao denunciado, evidenciados pelos depoimentos testemunhais colhidos durante a investigação criminal”.

Bruno é acusado pelo crime de homicídio qualificado cometido mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe e à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido.

O crime

A execução de Anderson Oliveira Souza aconteceu por volta das 6h, quando quatro homens invadiram a residência da vítima, no bairro Monte Verde, e o levaram algemado. Os suspeitos usavam capuz e fugiram em um veículo de passeio.

Anderson foi morto a tiros, no dia 8 de janeiro de 2016, em uma estrada vicinal localizada depois do condomínio residencial Fazenda Real, na BR 343, zona rural de Teresina. Na época, a polícia informou que Anderson era suspeito de ter matado o pai do policial militar identificado como Guedes, há seis meses.

A família de Anderson presenciou o momento do sequestro. Horas depois, o corpo foi encontrado com marcas de quatro tiros na cabeça e um no pescoço.

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