Piauí

Mais de 30 pacotes desconhecidos foram encontrados no litoral do Piauí

Os pacotes foram encontrados no litoral de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará.

Cinara Taumaturgo
Teresina
30/10/2018 09h20 - atualizado 10h33

Vários pacotes de um material semelhante a borracha foram encontrados no litoral de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará. No litoral piauiense, os pacotes começaram a aparecer nas praias no sábado (26) e até essa segunda-feira (30) já foram contabilizados cerca de 35 pacotes. Cada pacote pesa entre 80kg a 100kg.

Segundo Werlanne Magalhães, biólogo e vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta, todo os estados do Nordeste estão seguindo as orientações do IBAMA Brasília. “A orientação é que eles não sejam manipulados, não seja deslocado, tanto que cabe a prefeitura retirá-los da praia através do carro de limpeza pública e levar para um local seguro”, disse Welanne.

  • Foto: Divulgação/ Instituto Tartarugas do DeltaOs pacotes foram encontrados em Barra Grande, Luís Correia, Ilha das Canarias, Ilha Grande e Pedra do Sal.Os pacotes foram encontrados em Barra Grande, Luís Correia, Ilha das Canarias, Ilha Grande e Pedra do Sal

Os pacotes foram encontrados em Barra Grande, Luís Correia, Ilha das Canarias, Ilha Grande e Pedra do Sal. A grande preocupação do instituto é que muitos piauienses chegaram a levar esses pacotes para casa. “Análise ainda estão sendo feitas sobre o material, isso causa preocupação porque as pessoas estão retirando, levando para casa e a gente não sabe de fato se o material apresenta ou não algum tipo de risco”, afirmou a bióloga.

  • Foto: Divulgação/ Instituto Tartarugas do DeltaCada pacote pesa em média de 80kg a 100kg Cada pacote pesa em média de 80kg a 100kg

Análises estão sendo realizados nos objetos para identificar se eles causam riscos para a saúde. “Na primeira análise que foi feita eles identificaram que se tratava de uma borracha, um material sintético para a utilização da confecção de pneu. Foi a primeira informação liberada, mas eles ainda estão avaliando outras análises”, explicou Werlanne Magalhães. Também está sendo investigada a origem dos pacotes e como eles foram parar no mar.