Teresina - PI

Marcos Aurélio é contra inclusão de estados e municípios na reforma

"Os municípios que têm regime geral vão ser alcançados pela Reforma da Previdência, mas aqueles que são regime próprio assumiram a competência legislativa de tratar sobre suas previdências", disse.

Germana Chaves
Teresina
Andressa Martins
Teresina
08/07/2019 14h43 - atualizado 16h50

O deputado federal Marcos Aurélio Sampaio (MDB-PI) disse durante entrevista ao GP1 na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), na manhã desta segunda-feira (08), que vai votar favorável à aprovação da Reforma da Previdência, mas afirmou que é contrário a inclusão de estados e municípios no texto da proposta.

Ele afirmou que os governadores e prefeitos devem assumir suas responsabilidades e, se acharem necessário, promoverem suas próprias reformas. “Sou contra a inclusão de estados e municípios na reforma. Cada estado e município tem previdência própria. Os municípios que têm regime geral vão ser alcançados pela Reforma da Previdência, mas aqueles que são regime próprio assumiram a competência legislativa de tratar sobre suas previdências. Então, que agora os governadores e prefeitos, se assim o desejarem, façam suas próprias reformas previdenciárias”, externou o parlamentar.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Marcos Aurélio SampaioMarcos Aurélio Sampaio

Marcos Aurélio também destacou que o Brasil precisa realmente passar por uma reforma previdenciária.“Ela é necessária para o Brasil, claro, com a retirada dos pontos negativos que a gente sempre falou que iria votar contra se fosse colocado dentro da reforma como as mudanças na aposentadoria rural, mudanças no BPC e todas as questões previdenciárias daqueles que mais precisam”, disse o deputado.

“A reforma que está sendo apresentada no Congresso Nacional, aprovada na Comissão Especial e agora vai para plenário, mexe com muitos setores, mas que todo mundo vai ter que dar sua parcela de contribuição para o Brasil voltar a andar, voltar a ter renda, voltar a circular dinheiro. É uma reforma que é justa, paritária, igualitária a todo mundo, todo mundo vai ter que contribuir para que a gente alcance os objetivos necessários, que é a economia voltar a girar”, finalizou o deputado federal.

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