Economia e Negócios

Mercado ajusta projeção para inflação no fim de 2019

IPCA deve fechar o ano em 3,31%, abaixo do centro da meta, segundo o relatório Focus, do Banco Central.

Por  Estadão Conteúdo
11/11/2019 15h40

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA, o índice oficial de preços, de 2019. A projeção para a taxa básica de juros no fim do ano seguiu em 4,50%.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,29% para 3,31%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,60%.

A estimativa está abaixo do centro da meta de 2019 perseguida pelo Banco Central, de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, também com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%).

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,10% em outubro, a menor taxa desde 1998. No ano, o acumulado é de 2,60% e, em 12 meses até outubro, de 2,54%.

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4%. No caso de 2020, está em 3,6% e, para 2021, em 3,5%.

Juros

Com a perspectiva de um novo corte na Selic em dezembro, os analistas do mercado mantiveram a projeção de taxa de 4,50% ao ano no fim de 2019, mesma estimativa para 2020.

Em sua última reunião, o Copom cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, para 5,00% ao ano, na terceira redução seguida dos juros. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude".

A expectativa de crescimento da economia em 2019 seguiu em 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,00% para 2,08%. Em setembro, o BC atualizou sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

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