Teresina - PI

Moradores ateiam fogo em pneus em protesto contra Equatorial Piauí

Segundo a moradora Jackeline Costa, o protesto começou por volta de 17h, depois que a população já havia passado mais de 16h sem o fornecimento de energia elétrica.

Nayrana Meireles
Teresina
16/02/2020 08h35 - atualizado 11h03

Moradores do Parque Mão Santa, na zona leste de Teresina, realizaram uma manifestação contra a Equatorial Piauí na noite deste sábado (16), na Avenida Hugo Bastos. Os moradores denunciaram o péssimo serviço prestado pela empresa na Capital.

Segundo a moradora Jackeline Costa, o protesto começou por volta de 17h, depois que a população já havia passado mais de 16h sem o fornecimento de energia elétrica. "Por volta de 1h um carro colidiu em um poste, que caiu. Desde então boa parte do bairro ficou sem o fornecimento de energia. Nós passamos a madrugada e parte do dia entrando em contato com eles, mas nada foi resolvido, por isso resolvemos fazer a manifestação", relatou.

Pelo menos 50 pessoas atearam fogo em pneus e interditaram as duas vias da Avenida Hugo Bastos com o intuito de chamar atenção da empresa responsável pelo fornecimento de energia.

Ainda de acordo com Jackeline, após algumas horas de protesto, trabalhadores da Equatorial foram até o local e resolveram o problema. "Nós só não fizemos o protesto lá onde teve esse acidente porque havia o risco de ter uma explosão. Por isso foi feito um pouco a frente. O protesto, que começou por volta de 17h só teve fim já às 23h, quando a Equatorial foi resolver o problema. Nós ficamos esse tempo todo realizando a manifestação para que eles pudessem resolver o problema. Talvez se não tivéssemos feito nada, até agora estaríamos sem energia. É uma falta de respeito com a população", ressaltou Jackeline.

A consumidora denunciou ainda o péssimo serviço prestado pela empresa no Piauí. "Se alguém atrasa o talão de energia, eles cortam a energia na hora. Agora quando o consumidor tenta buscar um serviço, a gente não tem esse retorno. Eu acho que está mais do que na hora das autoridades quebrarem esse contrato com a Equatorial, pois a população está sofrendo muito", finalizou a moradora.

Outro lado

Procurada pelo GP1, a Equatorial Piauí ainda não se posicionou sobre o caso.

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