Castelo do Piauí - PI

Moradores de Castelo do Piauí participaram de assalto ao Bradesco

Durante coletiva de imprensa na Delegacia Geral nesta quinta-feira (21), o delegado geral Luccy Keiko, explicou como se deu o trabalho da polícia para desarticular o grupo criminoso.

Débora Dayllin
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
Laura Moura
Teresina
21/02/2019 15h26 - atualizado 16h49

Suspeitos de assalto a banco em Castelo do Piauí

Uma operação integrada entre a Polícia Militar e o Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), resultou na captura de nove pessoas envolvidas na tentativa de roubo ao Bradesco em Castelo do Piauí na madrugada da última terça-feira (19). Dentre os presos estão pelo menos três moradores do próprio município de Castelo que auxiliaram a organização criminosa.

Durante coletiva de imprensa na Delegacia Geral nesta quinta-feira (21), o delegado geral Luccy Keiko, explicou como se deu o trabalho da polícia para desarticular o grupo criminoso. “O resultado dessa operação, culminou na prisão de nove pessoas envolvidas na tentativa de roubo em Castelo do Piauí. Todos viram que foi uma ação audaciosa desse grupo que alvejou algumas viaturas da polícia com disparos de arma de fogo, não conseguiu subtrair nenhum valor financeiro e empreendeu fuga. Após um plano de contingência da Polícia Militar que foi colocado em prática, algumas viaturas foram colocadas em pontos estratégicos, em possíveis rotas de fuga, que dificultou bastante a vida desses indivíduos que abandonaram os veículos”, disse.

“A partir de então, as duas polícias, de forma integrada, conseguiram fazer o trabalho de investigação, prender um a um desses indivíduos, culminando com a apreensão dessas armas e explosivos, desmantelando toda essa quadrilha. Foi o primeiro assalto a banco ocorrido neste ano e foi totalmente frustrado para os bandidos, que não conseguiram levar os valores, tiveram as armas apreendidas e estão aí as 9 pessoas apreendidas, ainda restam um ou dois para prender, mas as polícias estão aí no campo tentando efetuar essas prisões. Gostaria de parabenizar os policiais, pois a nossa temática é essa trabalhar de forma integrada para dar uma resposta rápida a população”, afirmou Luccy Keiko.

Como se deu a ação

O coronel Sousa Filho, responsável pelo comando de policiamento especializado, explicou como se deu o trabalho estratégico da polícia para chegar aos criminosos. “As prisões aqui na capital são o desfecho final da ocorrência, ela teve início logo depois da tentativa de assalto a um banco lá em Castelo, quando os criminosos fugiram em direção a São João da Serra, em seguida foi colocado em prática um plano de contingência do RONE, com isso conseguimos frustrar a fuga desses indivíduos, o que vale ressaltar também, foi a ajuda da população em informar a movimentação de pessoas estranhas com veículos estranhos na cidade o que facilita a nossa antecipação. Chamamos atenção também que as vezes não é só falta de policiamento, porque vocês podem ver temos aqui duas pessoas que são moradores de Castelo onde passavam informações privilegiadas do dia a dia da cidade e das instituições financeiras”, informou o coronel.

Identificação dos presos

Os presos foram identificados como: André Luis Vieira, Marcelo Viana Vieira, Ferdinando Félix da Silva, Wallison Eduardo Costa de Melo, Raimundo Nonato dos Santos (taxista), Mauro Henrique Vieira, Israel da Cruz Santos, Natusalém Nunes Ferreira e Israel da Cruz Santos.

Explosivos

O coronel Sousa Filho, ainda explicou o que os criminosos tentaram explodir o banco porém algo deu errado e o explosivos não detonaram. “Todo o trem de explosivos estava armado, em condições só de atear o fogo e consequentemente a explosão ocorrer, então com o trabalho da equipe que frustrou essa tentativa de fuga, eles não tiveram tempo nem de desligar os veículos, abandonaram ainda com bastante explosivo, uma calibre 12 e coletes. No dia anterior eles tinham sustado a tentativa de explosão, então eles esconderam essa carga de explosivos no mato, acreditamos que com a umidade durante a noite, houve uma falha de ignição no trem de explosão por isso não detonou”, explicou.

As prisões

O coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, explicou como a polícia chegou até os nove presos, dentre eles estão moradores do próprio município de Castelo do Piauí. “Tudo começou com esse trabalho estratégico da polícia. Interceptamos esse táxi em Santa Cruz dos Milagres, onde estavam Raimundo e Raquel, que são de Castelo. Ela pegou o táxi para resgatar o irmão que estava no matagal. Tem o marido dela que também participou de levantamentos da cena do crime e tem também um outro morador de Castelo que foi o André, que também participou de levantamentos, fornecimento de informações [...] então no caso três pessoas com vínculo com Castelo”, relatou.

“Então com essa abordagem ao táxi, no caso com o Raimundo e a Raquel em Santa Cruz dos Milagres, foram feitas entrevistas com eles, constataram incoerências, foram conduzidos para a delegacia e se constatou que eles tinham participação. Conduziram eles aqui para o Greco e aqui conseguimos identificar essas casas, uma na Morada do Sol, do Walison, e a do Ferdinando, no Alto da Ressureição. Primeiro fomos na da Morada do Sol, porque já tínhamos informações contundentes de que uns caras de fora que participaram estavam lá, fizemos o cerco, foi decidido pela entrada na residência, e nós fomos recebido a balas, foi prontamente revidado e um deles o “Magão”, natural da Bahia, foi neutralizado com um tiro, os outros três foram presos. A equipe do Gustavo Jung então seguiu para a casa do Ferdinando, onde foi recuperado o revólver subtraído do banco”, completou.

Apreensões

Foram apreendidos um fuzil calibre 556, com 46 munições; um revólver calibre 38, com nove munições; duas espoletas calibre 20, com doze munições; uma pistola calibre 380 com quatro munições; e uma espingarda de ar comprimido, um Fiat Gran Siena, taxi de placa PIR-3588, utilizado pelo taxista Raimundo para resgate dos suspeitos, além de aparelhos celulares que os bandidos tentaram quebrar.

Cabeça da quadrilha

“Nós identificamos o Walison Eduardo, que usa tornozeleira, morador do Santa Bárbara. Ele que alugou as armas, fez o levantamento dos locais, participou da organização do crime diretamente. Tem também os quatro sujeitos de fora que nós abordamos na Morada do Sol, três do Maranhão, um da Bahia, todos com histórico criminal de roubo a banco. Tem também um outro sujeito morador do Alto da Ressureição, o Ferdinando, que participou diretamente dos levantamentos anteriores ao crime, e na execução do crime, foi um dos que atacou o GPM, foram três deles que ficaram atirando, jogaram inclusive uma emulsão que não detonou [...] você vê aí a periculosidade e o desprezo pela vida”, revelou Tales Gomes.

O coordenador da Greco, esclareceu ainda que a ação criminosa contra o banco se caracteriza como roubo. Apesar dos criminosos não terem conseguido roubar dinheiro da agência, eles subtraíram um colete e um revólver do segurança do Bradesco.

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