Teresina - PI

Motorista agredido na PI 115 é sepultado sob forte comoção em Teresina

De acordo com os familiares, após sofrer as agressões, a vítima deu entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu e morreu dias depois.

Davi Fernandes
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
06/05/2019 20h43 - atualizado 21h15

Revolta e tristeza marcaram o enterro do motorista Gutemberg Paiva Rodrigues, 54 anos, nesta segunda-feira (06), no bairro Dirceu, na zona sudeste de Teresina. O motorista foi brutalmente espancado no dia 21 de abril, após um acidente na PI 115, entre José de Freitas e Cabeceiras do Piauí.

De acordo com os familiares, após sofrer as agressões a vítima deu entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde ficou internada desde o dia 21 de abril. Na unidade, a vítima passou por cerca de quatro cirurgias. Na última sexta-feira, 3 de maio, foi realizada a quinta cirurgia. Gutemberg acabou não resistindo e morreu no domingo.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Sepultamento de GutembergSepultamento de Gutemberg

Gilmar Paiva, irmão de Gutemberg, relatou emocionado ao GP1, que desde o dia do ocorrido, sua família não consegue ter sossego, devido a brutalidade na qual seu irmão foi agredido. A vítima estava conduzindo um ônibus, que se envolveu em uma colisão leve. Em seguida, os três ocupantes do carro desceram do veículo, iniciaram uma discussão e depois começaram a agredir a vítima com chutes, socos e pancadas com uma barra de ferro. Gutemberg ficou com o braço quebrado em quatro lugares ao tentar se defender das agressões.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Gilmar Paiva, irmão de GutembergGilmar Paiva, irmão de Gutemberg

“Desde o Domingo de Páscoa, quando aconteceu esse episódio, não temos mais sossego dentro de casa, os agressores acabaram com a família da gente, vamos procurar superar isso. O que aconteceu foi que meu irmão triscou no retrovisor do carro de um rapaz na PI 115 e em seguida eles já vieram ao ponto de agressão contra meu irmão, fraturaram o braço dele em quatro lugares com uma barra de ferro e desencadeou nisso. Meu irmão foi levado para o HUT, passou por cirurgias e estamos vendo que o pode ter ocasionado a morte, se foi a anestesia, ele teve uma parada cardiorrespiratória e da sala de cirurgia já foi direto para a UTI”, relatou Gilvan.

Gilmar ainda relatou que seu irmão se dispôs a pagar o prejuízo no veículo dos agressores, mas que mesmo assim agrediram ele brutalmente. “Ontem eu estava trabalhando e quando recebi uma ligação era o hospital me informando da morte dele. Os médicos já tinham advertido que a contusão no braço foi grave devido as agressões, as quatros fraturas atingiram veias do braço. A gente esperava pelo menos a vida do meu irmão, entramos com a abertura de inquérito, o delegado do caso ainda vai ouvir as partes, esperamos que haja justiça. O meu irmão era muito bom, praticamente uma pessoa inofensiva, cidadão pacato, amigo e foi agredido sem saber o motivo, chegaram em uma selvageria monstra, meu irmão até se dispôs a pagar o dano que teve no carro. Agora vamos ver se a gente consegue sossegar”, finalizou Gilmar.

O caso seguia sendo investigado pela Polícia Civil do município de José de Freitas. Com a morte da vítima, o caso passará a ser investigado como homicídio.

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