Piauí

MP apresenta testemunhas que vão depor no julgamento de Djalma Filho

As cinco testemunhas foram apresentadas ontem (11) ao juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Teresina.

Gil Sobreira
Teresina
12/06/2019 10h19 - atualizado 10h29

O Ministério Público do Estado do Piauí apresentou ontem (11), ao juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Teresina, a relação das testemunhas que irão depor no julgamento do ex-vereador Djalma Filho, acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Donizetti Adalto, crime ocorrido em 1998.

As cinco testemunhas relacionadas pelo promotor de Justiça Régis de Moraes Marinho, da 15ª Promotoria de Justiça, em atendimento a fase do art. 422 do Código de Processo Penal, são: Marcos Antônio Batista da Silva, Sebastião Pereira do Nascimento, Raimundo Adalberto Viana, Aurilene da Silva Alves e Afonso Alves Mendes.

  • Foto: DivulgaçãoDjalma Filho e Donizetti AdaltoDjalma Filho e Donizetti Adalto

O promotor pede ainda que seja apresentada no Plenário do Júri a arma do crime, caso tenha sido apreendida, e as certidões de antecedentes criminais de Djalma Filho. Ao final da petição, o promotor pede que seja designada a data para o julgamento.

Djalma Filho foi pronunciado por homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, meio cruel e a emboscada. O crime é considerado hediondo.

De acordo com a acusação do Ministério Público, baseado em inquérito policial proveniente do 2º Distrito Policial, Donizetti Adalto foi morto numa emboscada, impossibilitando a sua defesa, onde foram desferidos vários tiros a queima roupa e, ainda agonizando, foi torturado, o que lhe causou traumatismo nas unidades dentárias.

Caso seja condenado, o ex-vereador Djalma Filho poderá pegar até 30 anos de cadeia.

Entenda o caso

Finalmente o ex-vereador de Teresina Djalma da Costa e Silva Filho, o conhecido “Djalma Filho”, vai ser submetido a julgamento pelo Tribunal Popular do Júri, acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Donizetti Adalto, crime ocorrido em 19 de setembro de 1998.

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça pôs fim aos intermináveis recursos interpostos pelo ex-vereador e na sessão do dia 15 de maio deste ano, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou o envio do processo a origem, pondo fim a uma tramitação de quase dez anos.

Segundo o acórdão, o ex-vereador vem recorrendo de forma vazia e infundada, apenas com o intuito protelatório, configurando abuso do direito de recorrer, desvirtuando o instituto da ampla defesa.

Djalma Filho pedia o envio dos autos ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando cerceamento de defesa.

Com o retorno dos autos a 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, o processo deverá entrar em pauta para julgamento, tendo em vista a proximidade da prescrição.

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