Mundo

Número de mortos em confronto na Faixa de Gaza já passa de 50

Palestinos morreram após protestar contra embaixada dos Estados Unidos em Gaza.

Andressa Martins
Teresina
14/05/2018 14h20 - atualizado 14h24

Enquanto os Estados Unidos inauguravam uma embaixada em Jerusalém, nesta segunda-feira (14), milhares de palestinos protestavam na Faixa de Gaza e foram atingidos por soldados israelenses, após se aproximar da cerca que divide o território. Após uma recontagem, as autoridades palestinas confirmaram 52 mortes e 500 feridos no confronto.

Um dos jornalistas da emissora AL-Jazeera ficou ferido enquanto fazia a cobertura jornalística das manifestações. O repórter Wael Dhadouh foi “ferido por munição real das forças israelenses”, afirmou a emissora no Twitter.

  • Foto: Foto: Ibraheem Abu Mustafa/ReutersManifestantes palestinos correm para se proteger de tiros e bombas de gás atiradas por tropas israelenses durante protesto na fronteira entre Israel e Gaza contra a inauguração de embaixada dos EUAManifestantes palestinos correm para se proteger de tiros e bombas de gás atiradas por tropas israelenses durante protesto na fronteira entre Israel e Gaza contra a inauguração de embaixada dos EUA

As forças armadas israelenses afirmam que eles “frustraram um ataque terrorista” ao disparar contra palestinos que “tentaram colocar um artefato explosivo junto a uma cerca de segurança na área de Rafa”. Os bombardeios foram realizados após o exército israelense enviar panfletos advertindo aos palestinos que não seria permitida aproximação da cerca que divide os territórios.

Do lado de fora do prédio, onde foi inaugurada a embaixada norte-americana, cerca de 14 pessoas foram detidas pela polícia israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump enviou um vídeo onde afirmou ser obvio que a capital de Israel é Jerusalém.

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