Teresina - PI

Pai denuncia médico por falta de atendimento no Hospital São Paulo

"Chegamos às 17h, saímos mais de 20h30 e ainda aconteceu tudo isso, o médico dizendo que não iria atender. Foi tudo muito estressante", afirmou.

Raisa Brito
Teresina
14/05/2018 11h31 - atualizado 12h18

O GP1 recebeu a denúncia do professor Emídio Júnior contra o médico Emir Nunes Piauilino, afirmando que ele negou prestar atendimento ao seu filho no último sábado (12) e por isso ele pretende ingressar com uma denúncia no Conselho Regional de Medicina e com uma ação judicial contra o Hospital São Paulo.

Emídio explicou que levou o seu filho de 9 anos para o hospital, pois ele estava com uma forte gripe e com febre de 40°. Ele afirmou que chegou ao local às 17h20, pegou a senha e ficha para preenchimento, esperando ser atendido. O professor explicou que havia apenas um médico pediatra e que tinham cinco crianças na sua frente para serem atendidas.

“Passadas duas horas, mais exatamente às 19h o atendimento foi suspenso para ser feita a mudança de plantão. Às 19h30 o novo médico do plantão não chamou mais ninguém conforme painel do hospital. Eu precisava saber o que era que estava acontecendo, então fui até o consultório porque na recepção eles não davam nenhuma posição. Abri a porta e vi o médico sentado, simplesmente usando o celular dele. Aí eu questionei se ele não iria atender, porque das cinco crianças, agora só tinham mais duas na nossa frente. Ele disse que tinha que resolver uns problemas. Aí tudo bem, voltei e fiquei novamente esperando, mas deu 20h e ele não chamou ninguém. Voltamos no consultório, mas ele não estava. Esperamos lá mesmo, deu uns 20 minutos ele chegou, grosseiro, expulsando, dizendo que não iria atender ninguém e que se fosse atender, seria quando ele quisesse”, relatou Emídio Júnior.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Hospital São Paulo, na zona leste de TeresinaHospital São Paulo, na zona leste de Teresina

O professor disse ter se irritado com toda a situação e com isso deu início a uma confusão. “Eu também não tenho sangue de barata e não podia aguentar aquilo, então eu chamei ele de moleque, nessa hora encheu de gente lá. Pedi até para chamar a polícia, mas toda a situação foi tão estressante, meu filho e minha esposa estavam estressados, que saímos de lá, antes da polícia chegar, porque meu filho doente, sem ter recebido atendimento. Chegamos às 17h, saímos mais de 20h30 e ainda aconteceu tudo isso, o médico dizendo que não iria atender. Foi tudo muito estressante. Se você ver o constrangimento, todo mundo viu a forma como ele me tratou”, desabafou Emídio.

O pai destacou ainda que vai tomar as providências contra o hospital e contra o médico. “Lá na hora pedimos para falar com a pessoa responsável pelo hospital, mas eles se negaram a chamar essa pessoa, se negaram até a entregar a ficha do meu filho. Eu vou ingressar com uma ação judicial contra o hospital e vou denunciar o médico ao Conselho de Medicina”, finalizou.

Outro lado

O médico Emir Nunes não foi localizado. O GP1 procurou a assessoria de comunicação do Hospital São Paulo, mas informaram que a pessoa responsável só estaria no estabelecimento no período da tarde.

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