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Papa Francisco lamenta queimadas no Pantanal e na Califórnia

Pontífice declarou que ‘muitos incêndios são causados ??por secas persistentes, mas também existem aqueles provocados ?pelo homem’.

Por  Estadão Conteúdo
11/10/2020 15h38

O papa Francisco expressou neste domingo, 11, preocupação com os recentes incêndios em países da América do Sul e nos Estados Unidos. Ele também prestou solidariedade às populações atingidas e aos voluntários e bombeiros que participaram do combate ao fogo. Na declaração, referiu-se diretamente ao Pantanal e lembrou que parte das queimadas não ocorrem por causas naturais, mas são provocadas por pessoas.

“Penso na costa oeste dos Estados Unidos, principalmente na Califórnia, e penso também nas regiões centrais da América do Sul, na zona do Pantanal, no Paraguai, nas margens do rio Paraná, na Argentina. Muitos incêndios são causados ??por secas persistentes, mas também existem aqueles provocados ?pelo homem”, declarou o papa, após rezar o Angelus, enquanto fiéis o acompanhavam da Praça São Pedro.

“Desejo expressar minha proximidade às populações atingidas pelos incêndios que estão devastando várias regiões do planeta, bem como aos voluntários e aos bombeiros que arriscam suas vidas para apagar os incêndios”, também destacou. “Que o senhor sustente aqueles que estão sofrendo as consequências dessas catástrofes e nos torne atentos para preservar a criação.”

Em setembro, o pantanal– maior planície úmida do mundo, que se estende pelos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul – apresentou a sétima alta mensal consecutiva e bateu o recorde do registro histórico para o mês, com 8.106 focos de calor, alta de 180% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve 2.887 focos.

De acordo com dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1º de janeiro e 30 de setembro, o total de pontos de fogo no Pantanal – 18.259 – já supera em 82% o total de queimadas observado ao longo de todo o ano passado no bioma (10.025). E é o maior valor observado para o período de um ano desde o início dos registros do Inpe, em 1998. O maior valor até então era o de 2005, com 12.536 focos para 12 meses.

Em área, as queimadas já consumiram neste ano cerca de 23% do bioma, segundo estimativas do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da UFRJ, compiladas até 27 de setembro. O cálculo aponta que o fogo atingiu até domingo 34.610 km².

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