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Papa Francisco pede que incêndios na Amazônia sejam controlados

Após a oração tradicional do Ângelus, o pontífice disse que a 'Amazônia é um pulmão florestal vital para o planeta'.

Por  Estadão Conteúdo
25/08/2019 11h06 - atualizado 11h06

O papa Francisco se manifestou contra queimadas na Amazônianeste domingo, 25. Após a oração tradicional do Ângelus, o pontífice pediu que os incêndios que afetam a área "sejam controlados o mais rápido possível".

"Estamos preocupados com os incêndios que ocorrem na Amazônia. Esse pulmão florestal é vital para o nosso planeta", disse o pontífice diante de fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Em maio deste ano, o papa Francisco recebeu no Vaticano o líder indígena Raoni, que veio alertar a Europa sobre o desmatamento na Amazônia.

Em 2015, após a publicação da encíclica "Laudato si", o líder católico denunciou a exploração da floresta amazônica por "enormes interesses econômicos internacionais".

O papa Francisco convocou para outubro deste ano uma assembleia de bispos para discutir temas sobre a Amazônia e pediu aos católicos do planeta que "rezem para que, graças ao empenho de todos, esses incêndios se extingam o mais rápido possível".

Neste sábado, 24, o governo federal divulgou que duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) começaram a atuar no combate a focos de incêndio na Amazônia. O Ministério da Defesa publicou vídeo de um dos aviões, do tipo C-130 Hércules, que despejam água na região.

Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha dito que mais de 43 mil militares das Forças Armadas reforçam as ações de combate a incêndios na Amazônia, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, explicou que, do quadro de 44 mil homens atualmente na Região Norte, a quantidade que vai efetivamente atuar nos incêndios "dependerá da demanda de cada Estado".

“O efetivo é por demanda. Qual é a missão, e a delimitação da área? Então a nossa missão é usar o efetivo mais próximo, se a primeira missão é em Porto Velho. Vamos fazer concentração estratégica vindo de outras áreas da região amazônica, e o deslocamento de outras regiões vai ser de meios aéreos para o emprego na região”, afirmou.

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